sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Os piores filmes que você, talvez, queira (ou não ) assistir.

Começo mais uma nova sessão aqui do Poderoso Vacão.
A continuação da saga "O Poderoso Chefão" fica pra depois.
Agora vou falar de um filme, se é que eu posso chamar de filme isso, que assisti essa semana com minha esposa. Mas antes de qualquer coisa, vamos falar sobre essa nova sessão:

Os piores filmes que você, talvez, queira (ou não) assistir.

São filmes de todo o tipo. Alguns trash, lado b mesmo (alguns até lado c ou d...até mesmo z) outros são produções grandiosas, praticamente blockbusters . Mas que fique claro, não estou aqui pra causar discórdia (talvez só um pouquinho). Opinião todos temos, alguns mais lúcidas, outros mais ácidas, enfim... Esses filmes que irei abordar são pérolas... Podem ser tão toscos que acabam sendo bons (por isso a indecisão no título, um exemplo é Náusea total (Bad Taste) do diretor Peter Jackson, sim, aquele mesmo da trilogia O senhor dos Anéis. Náusea total é tosco, nojento e absurdo, mas, na minha opinião, MUITO BOM e um clássico... Agora, um exemplo que entrará nessa sessão, só que na parte de filmes que você talvez não queira assistir, é o recém lançado "O diabo no banco dos réus" (EUA: Suing the Devil). 



Ah! Um filme jurídico sobre o diabo!
Olha a capa aí meus amigos. Opa, pera lá... Malcolm McDowell? Não é o Alex de Laranja Mecânica? SIM! Ele mesmo! Aí você pensa..."Poxa, o cara é ótimo ator! Fez ótimos filmes! Ele também fez Evilenko (recomendadíssimo, qualquer hora falo sobre ele), Caligula (McDowell também manja das putaria rapá, pensa o que? ehhehe), O livro de Eli, e alguns outros filmes não tão famosos, mas bons... Bom... Ele é um bom ator... O filme não pode ser ruim... " Só que é aí que você se lembra: "Pouts, o cara fez umas bombas também...Dorian, O Guerreiro da estrela Polar (Fist of the North Star, baseado no aclamado manga e anime Hokuto no Ken, que aliás é um ótimo anime, e um mangá excelente também, mas o filme, tsc...horrível...contudo McDowell é o único ator que atua de verdade nesse filme)...entre outros fiascos..." Aí sua certeza de ser um bom filme entra em declínio. Mas calma, olha essa capa cara! Olha esse argumento! Um homem, Luke O'Brian, interpretado pelo grande ator Robert DeNiro! Brincadeirinha! Quem faz esse tal Luke O'Brian é um tal... Bart Bronson... (nunca ouvi falar...mas....enfim). Esse Luke O'Brian é um zelador, que nas horas vagas estuda direito, olha...no Brasil isso dificilmente aconteceria, mas tudo bem. Acontece que a mãe dele morreu, atropelada por um motorista bêbado. O cara tenta matar o assassino, mas esquece de por as balas no revolver. Olha só! Providência divina! E aí que entra o tom do filme. Sim! É um filme cristão. Você olha a capa e pensa, ahá! Um suspense jurídico! Ou então um terror sobrenatural! Um thriller paranormal! Na pior das hipóteses uma comédia de humor negro... Mas não meus amigos...Tudo balela... é um filme cristão. Agora, nada contra filmes cristãos... Eu mesmo já assisti "A Vida de Brian" diversas vezes. ROSH! (Risada de pigarro) Bom, sem brincadeiras... Assisti "Redenção", um ótimo filme cristão. Bem produzido, bem atuado e com uma ótima história... Mas...e o filme em questão, "O diabo no banco dos réus"? Ah sim. Então, Luke O'Brian, nosso querido herói cristão, entende que o fato de ter esquecido as balas era uma mensagem de Deus... Não matarás! Olha o mandamento aí gente. Como diria o capiau, "entoncê" ele pensa que todos os problemas da humanidade são culpa do demônio, e O'Brian, sendo um homem de Deus, resolve partir para uma cruzada santa. Porém sua luta é nos tribunais. Nada de espadas, cruzes e mantos de templários. Apenas papéis, cadernetas, pastas e horas e mais horas no tribunal. O tal bom samaritano decide processar o diabo em 8 trilhões de dólares! Eita... Nem Deus é tão rico assim. Agora temos um novo sentido a expressão "pobre diabo". Bom, todos pensam "ele é louco"... Ou não? Então que surge a figura antológica de Malcolm McDowell... Lúcifer, satanás, Mephistopheles, o coisa ruim, o tinhoso, o cremunhão, o capeta, etc... Disposto a lutar por seus direitos. Aí começa um longo e árduo processo. Enquanto Satanás contrata uma equipe formada pelos mais brilhantes advogados de todo o mundo, O'Brian convida sua amiga, recém formada na universidade para no primeiro caso processar o próprio tinhoso. Eitcha!!!! Que dureza...toma um dreher! Olha a propaganda fio!
Bom... daí pra frente é uma avalanche (desculpem a expressão) de merda mole. Nada parece fazer sentido no filme. Bart Bronson, e todos os outros atores, exceto McDowell, parecem levar o enredo e o filme MUITO a sério. MAS não sabem atuar! São péssimos, horríveis! Acredito que o cara que fazia o pai da Kristy em Hellraiser (Renascido do inferno) era um ÓTIMO ator perto desses caras, e Bruce Campbell (sou fã desse canastrão) merecia um oscar de melhor ator por Evil Dead (A morte do Demônio, Uma noite alucinante II), um outro por Evil Dead II: Dead By Dawn (Uma noite alucinante), mais um por Army of Darkness (Evil Dead III, ou então Uma noite Alucinante III), um de melhor comediante por My name is Bruce (Meu nome é Bruce), e finalmente um por resumo da obra, quando comparado a qualquer ator desse filme, lógico, tirando McDowell dessa comparação esdruxula... Ufa... Bom, acontece que todos se divertem brincando de atores. Menos McDowell! Vou falar do cara então. Ele faz um diabo "comédião", e uma cena que eu ri de verdade foi quando chegou um garoto e disse pra ele "Satanás, sou seu fã! Eu adoro você! Sou fã do KISS também!", o diabo olha pra ele, abaixa o óculos e diz "Fã de quem?", o garoto, empolgado, responde: "Fã do KISS!" - Então o diabo lhe acerta um chute no saco e diz que odeia o KISS, ele gosta mesmo é do Tom Jones! Há! Há! e Há! Sensacional! Bom, enfim... McDowell é o único que não leva a película a sério. Atua debochando e quando tem que ser sério... Não é, parece mais uma caricatura de vilões de desenhos dos anos oitenta, desenhos tipo cartoon, como Caverna do Dragão e He-Man... Ou seja, o cara é bom, sabia que o filme era uma merda, desculpem o palavreado novamente, e resolveu avacalhar de vez com essa bomba. Enfim, chega de falar dessa desgraça, só vou chegar as considerações finais.
Me perdoem por esse filme lixo!

O argumento é bom, se você aceitar uma doideira dessas, a capa é boa, pra enganar os trouxas...que nem eu, Malcolm McDowell faz um diabo cheio das estripulias, uma versão caricata dos vilões de desenho de sábado de manhã, o desenrolar da trama é péssimo, lento em algumas partes e rápido em outras, a atuação é uma das piores que já vi na vida, sem comparações plausíveis. Esse filme é tão ruim, lembrando que é um filme cristão (o que não quer dizer nada, existem bons filmes cristãos, Redenção é um exemplo), que deveria doer na alma de um cristão assisti-lo, deveria trazer vergonha e desonra para quem é da fé cristã.  Jesus Cristo em pessoa deveria descer a terra e dar um tiro de 12 na cabeça do desgraçado que inventou de filmar essa porcaria! Brincadeirinha! Não é pra tanto, só uma surra já dava! ROSH! Enfim... Vi por aí que muitos ateus estão bombardeando o filme. Muitos cristãos (os "ceguetinhas") estão elogiando, dizendo que é a oitava maravilha do mundo moderno. Pera lá... Não vamos ser idiotas. O filme é uma merda. Não precisa ser ateu pra achar isso. Um cristão que tem um mínimo de visão crítica e entende de arte, cinema, cultura, blá blá blá, saberá dizer: Esse filme é um tremendo lixo! Prefiro assistir Jesus Cristo caçador de vampiros.

Consideração final? Nem precisa, já disse tudo que tinha pra dizer dessa bomba. Faça um favor a si mesmo e não assista essa ...essa...essa coisa! CORRA PRAS COLINAS!

sábado, 21 de julho de 2012

Filmes: O Poderoso Chefão - Parte 1



Don Vito Corleone
Apague a luz. Acenda apenas algumas velas ou uma fraca luz de gabinete. Acenda um cigarro ou charuto e deixe ele queimar no cinzeiro. Encha um copo com whisky. Coloque no toca discos (NOSSA TOCA DISCOS!!!!) o som "The Godfather Waltz" do compositor Nino Rota. Agora chupe um limão e coloque duas azeitonas na boca, uma em cada bochecha. Pronto... Você é Don Corleone. NãoOooooaooaoaoooooOOOO!  Mas você irá se sentir como Don Vito Corleone, o grande padrinho, ou o Poderoso Chefão. Não tenho palavras para descrever o quão bom e o quão rico, o quão importante e o quão magnifico é esse filme. E a trilogia como um todo? Nossa. Sem palavras novamente. É necessário assitir, e na ordem de preferência. Nem vou falar das obras originais de Mario Puzzo, escritor da série "The Godfather", que também participou do enredo e da direção dos filmes. Vou me focar apenas nas versões cinematográficas, dirigidas pelo espetacular Francis Ford Copolla. Para começar, o filme que inicia a saga.

O Poderoso Chefão se passa em meados da década de quarenta, logo após o fim da segunda guerra mundial. Começamos o filme no escritório do próprio, do grande, do temido, do respeitado, do único... Marlon Brando, no papel do iconico Don Vito Corleone. Ele está atendendo seus "amigos". Sabe-se que na máfia siciliana um homem deve atender a todos os pedidos feitos no dia do casamento de sua filha, e é isso que está acontecendo no momento. Enquanto a festa acontece, Don Corleone está conversando com diversos amigos, parentes e conhecidos. Tudo o que ele quer é respeito... e talvez um dia...outro favor em troca. Nas palavras dele mesmo, pode ser que esse dia nunca chegue, mas quando chegar, ele vai cobrar.

Al Paccino é Michael Corleone, que até metade do filme não "cheira nem fede". Contudo depois se torna o antológico sucessor de Don Vito. Seu personagem, a principio, é o único membro masculino da família que evita se envolver com os negócios do "clã" Corleone. Tudo muda depois de certos eventos, sem spoilers aqui pessoal. Assistam para saber do que estou falando.
Michael Corleone

Seus irmãos mais velhos são Sonny, o brutamontes inconsequente interpretado por James Caan e Fredo, interpretado pelo talentoso John Cazale, porém infelizmente um talento disperdiçado, pois faleceu precocemente em 1978 devido a um câncer ósseo. Sonny é o oposto de Michael e Fredo. Michael é cerebral, lógico, racional, um homem quase frio, mas que sofre por dentro e calado. Fredo é tímido, um homem, falando em português claro, sem colhões, um covarde. Sonny por sua vez é passional e mulherengo, emotivo e sedutor. Até um certo momento fica claro que Sonny seria a escolha na sucessão de Don Vito. Porém dois eventos, um primeiro mais subjetivo e o segundo mais óbvio e decisivo, fazem  Don Vito Corleone escolher Michael em detrimento a Sonny e Fredo.
Sonny Corleone
Fredo Corleone


Existe também o advogado da família, irmão adotivo de Michael, Fredo e Sonny, o moderado Tom Hagen, interpretado pelo brilhante Robert Duvall. Um homem que diz "Um advogado com uma caneta e uma pasta pode roubar mais do que cem homens armados", então Sonny retruca: "Filho, se um dia tiver a possibilidade de ter cem homens armados do seu lado, não troque por uma droga de advogado". Filosofias à parte, se o copo está meio cheio ou meio vazio... O relacionamento na família vai de corriqueiro e amoroso a odioso e estranho. Algumas cenas são o extremo da realidade. Por exemplo, a irmã de Sonny apanha de seu marido. Sonny então vai atrás do cunhado e enfia uma surra épica no cara, humilhando o dito cujo em plena rua.
Tom Hagen

Os temas abordados vão desde a criminalidade óbvia da máfia, passando pelo relacionamento familiar, respeito a seus superiores e hierarquias, sejam familiares, sejam de outras origens, a economia do pós-guerra e da grande crise, uma critica ao capitalismo através de metaforas da máfia, os limites do que chamamos de moral e como ela pode ser flexivel, torpe ou contraditória. Enfim, existem diversos temas sendo abordados todos ao mesmo tempo nesse filme. Não é a toa que "O Poderoso Chefão" encabeça diversas listas de melhores filmes de todos os tempos. E não é pra menos, realmente, não somente o primeiro filme, assim como a trilogia, representam o melhor que o cinema pode oferecer, não somente como arte, mas també como diversão.
Dificilmente será feito um filme de extrema qualidade. A estética peculiar também é outro ponto que é de cair o queixo. O filme é escuro e soturno. Os produtores torceram o nariz, queriam um tom mais claro na fotografia. Porém Copolla e seus diretores de fotografia bateram o pé e disseram não. Existem tantos pontos positivos e impressionantes no filme que fica difícil citar todos.

Vou parar por aqui. Antes que eu comece a ficar redundante. Mas não se esqueçam, essa é apenas a primeira parte. Será uma trilogia, assim como o filme.

Edição EXTRA especial: Games do Xiboca: Saga Mass Effect




Anteriormente falei que não iria fugir dos temas filmes e música. Porém também disse que eventualmente falaria de games, quadrinhos e afins. E hoje vou falar sobre um dos jogos mais interessantes da atual geração de games. A Saga Mass Effect.
O primeiro game da série foi lançado em 2007 pela Bioware exclusivamente para a plataforma Xbox 360 da microsoft, que eu carinhosamente chamo de xiboca. Enfim. E vocês me perguntam: Don Vacorleone? Qual a história do jogo? Bom meus "amiguitos", acontece o seguinte, antes mesmo do jogo começar já há uma história por trás da trama. No século XXII (vinte e dois), mais precisamente em 2158, os humanos descobrem uma forma de energia revolucionária. O chamado mass relay, uma herança tecnológica da civilização extinta há cinquenta mil anos conhecida como Protheans. Devido a esse tipo de energia a exploração de galáxias distantes se torna possível. Os humanos então descobrem que existem diversas outras raças alienígenas inteligentes no universo e todas elas se reúnem na grande cidade chamada The Citadel, um centro econômico-político-cultural, outra herança dos Protheans, que serve de sede cosmopolita para o conselho das raças alienígenas. Tudo isso gera um clima muito semelhante ao que temos em filmes como Star Wars, mas lembrando, apesar de ser ficção cientifica, não há tantas semelhanças com Star Wars, apenas deixa aquele mesmo sentimento que temos ao assistir aos filmes, ou seja, é ÉPICO! Acontece que por mais de vinte anos os humanos tentaram ganhar respeito e confiança das outras espécies, sem muito sucesso. Até a chegada de ...você! No papel de Sheppard (Você escolhe o nome, que originalmente é John), primeiro oficial do Capitão Anderson. Depois de um ataque dos Geths, que são androides "rebeldes" criados pela espécie conhecida como Quarians, uma coisa "meio blade runner", à Eden Prime, primeira colônia humana do Universo, você se torna capitão da Normandy e descobre que há um traidor no conselho, o famigerado Spectre, espécie de polícia especial do conselho, uma mistura de swat/bope/cia/fbi/policia federal das galáxias, conhecido como Saren. Ele é da raça dos Turians, uns aliens muito invocados que lembram uma mistura de lobo com insetos gigantes, mas com corpos humanoides. A partir desse ponto sua missão é provar que Saren é um traidor e traze-lo ao conselho, para que seja julgado e punido. Existem muitas reviravoltas na trama e nem sempre os vilões são motivados por ambições fúteis como dominação do universo ou ganho de riquezas. Durante sua jornada você vai juntando amigos e companheiros a sua tripulação. Você pode tratar todos, inclusive NPC's (Non Playable Carachters, ou em português, personagens não jogáveis, "os hominho que a gente não joga no jogo"), de três formas. Bem educadinho, sendo sempre cortês, utilizando de bom senso e boas maneiras para resolver as situações, ser sempre imparcial, nunca tomar partido numa briga e ser sempre profissional, ou então, a mais hardcore, que é tratar todo mundo de maneira bem ríspida, ser um cara meio canalhão e direto. Lembrando que a última maneira não indica que você seja mal, apenas que acredita que os fins justificam os meios. Enfim. Eu pessoalmente não recomendo ser neutro (apenas seja neutro nas brigas de sua tripulação, procure não tomar partido de uma pessoa ou outra, isso pode afetar sua reputação com seus companheiros negativamente). Prefira ser uma coisa ou outra. Se você for educado, ganhará pontos de Paragon e se for mais "casca grossa", ganhará pontos de Renegade. Cada uma das duas opções habilita descontos em lojas, novas opções de conversa, que podem fazer você sair de uma situação sem ter que sair atirando em todo mundo. Um exemplo, se você tiver pontos de Renegade o suficientes e ver uns caras brigando na rua. Você chega lá e entra na conversa. Aí um dialogo em vermelho fica disponível. Se você escolher esse dialogo você vai bater em um cara e chutar o outro. Pronto, eles não vão brigar mais. 
 Agora, se você tiver pontos de Paragon, aparecerá uma opção azul. Usando esse dialogo, você irá conversar com eles, perguntar o que está acontecendo e tentar contornar a situação de maneira amigável.E isso nos leva a outro elemento interessante. Os relacionamentos. Você pode namorar as garotas da sua equipe, isso se você fez um personagem homem, se tiver feito uma mulher, vai namorar os caras. Não há relacionamentos homosexuais (ou homoafetivos, nem sei como se fala mais sem ter que ser processado), apesar de que dizem que no terceiro jogo haverá essa opção. Eita! Bom... Tudo vai depender se você conversar eventualmente com suas parceiras, ou seus parceiros, respeitá-los e ajudá-los. Bom, mas e aí, você zerou o primeiro jogo e vai jogar o segundo, e a Bioware inovou, trouxe algo MUITO bacana. Quando você começa o segundo game, tchã tchã! Você pode importar o save do primeiro e tudo o que você fez, as opções e caminhos que tomou, os relacionamentos que manteve e tudo mais será lembrado. Sensacional não? Bom, eu pelo menos achei. E não tem muito mais o que falar do Mass Effect 2, tirando algumas mudanças na jogabilidade, as batalhas no primeiro jogo era mais... "atire pra todos os lados", enquanto que no 2 se você fizer isso vai morrer em pouco tempo. O segundo jogo trouxe mais planejamento e estratégia. Você precisa se esconder atrás de muros e caixas para atirar com segurança. Isso no modo mais fácil, se você for tentar lutar em área aberta, morre em poucos tiros. No geral o sistema de jogo é o mesmo, com poucas modificações. Contudo o mais importante é a história do jogo. Não quero ficar fazendo spoilers, mas é uma das melhores. Depois que você conhece as motivações de Saren, derrota o real inimigo do primeiro jogo e se aventura pelo segundo, acaba por conhecer muito do universo de Mass Effect, que é realmente rico e bem trabalhado. E importante, os diferentes finais. Principalmente no 2. Se você tomou algumas decisões equivocadas, ou se não deu todos upgrades na sua nave, ou se ainda não conseguiu a fidelidade de seus amigos ou mandou eles em missões que não eram para sua especialidades, eles podem morrer e causar um efeito no final do game. Enfim... Não vou me prolongar mais. Ainda não joguei o 3 e faz pouco tempo que zerei o 2, mas comprarei o terceiro e verei o quão épico pode ficar uma saga tão rica e incrível quanto Mass Effect! JOGUEM E SEJAM FELIZES!

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Aquilo que não nos mata

Nos torna mais estranhos...
É como, profetizou Heath Ledger no filme The Dark Knight (Cavaleiro das trevas), ou para os leigos, aquele filme do "batimá" que tem o coringa (se bem que o correto na língua portuguesa é CURINGA... mas pela gramática "feia", foi trocado por coringa mesmo). E assim sendo, eis que MR.VACO morreu... Mas não se lamentem, meus poucos, porém caros leitores. Estou de volta, não como propaganda publicitária, parafraseando Rogério Skylab, mas sim dessa vez para delimitar os novos temas do antigo VACOTOMIA. A partir de agora vamos falar de dois assuntos: Música e filmes.
Como considero a trilogia "O Poderoso Chefão" a máxima expressão de arte hollywoodiana resolvi adotar esse novo alter-ego, Don Vacorleone. E me desculpem os fãs de filmes europeus e cinema de arte, mas tudo isso é muito chato! Não vou descartar produções nacionais ou estrangeiras, pois existem obras de arte MUITO boas fora de Hollywood, contudo dificilmente verão algum filme daqueles classificados como cult pelos pseudo-intelectuais. Enfim... e também falaremos muito de música, como já vinha sendo observado no antigo vacotomia.
Não vou ficar de muito "nhê nhê nhê" agora. Vamos deixar a coisa fluir.
Agradeço muito o incentivo da minha esposa Tânia A.Ilhesca. Sem ela eu não seria ninguém. Ou seria alguém muito preguiçoso para investir no meu blog. Risos. (Uma coisa que nunca entendi... Por que raios escrever risos, sem nem rindo eu estou, mas enfim... a internet e seus usuários. Há Há)

Só alguns adendos, antes de me despedir.

* Sim, o Cursus de sapientia philosophiae buteco (ou butecus) vai continuar! Com menos (ou menas, depende se seu português é BR, PT ou MT, não é Mato Grosso, mas sim de MARTE!)
* Eventualmente irei fugir do tema filmes e música, contudo será ou por uma nobre causa (por ex...falar de games fantásticos como The Elders Scroll V: Skyrim ou a Saga Mass Effect) ou então algo relacionado a cinema. (Ex: Quando for falar do filme "Batman: The Dark Knight Rises", terei que contextualizar falando dos outros dois filmes, falando brevemente das antigas franquias dirigidas pelo grande Tim Burton e pelo, grrrr, maldito seja, Joel Schumacher, grrr... Ah sim! Antes que esqueça, se falarei de tudo isso terei que citar contextualmente os quadrinhos do Batman, fugindo dos temas "filmes e música")
*Não pretendo mais falar sobre Tokusatsus, animes e mangas... Eventualmente posso faze-lo, entretanto não pretendo mais.
*Temas diversos como a seção de Hoax, conspirações e embustes podem aparecer eventualmente sem aviso prévio. Afinal de contas... É tudo coisa do tinhoso que se aliou aos comunistas para nos guiar para uma nova ordem mundial sob o comando dos iluminatis.

Enfim. "São isso" meus amigos.

E a partir de agora, me chamem de Padrinho.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Cursus de sapientia philosophiae buteco: Gente que gosta de escrever babaquices

Adoro essa galera que adora escrever babaquices na internet. Sem eles eu não teria muitas opções de diversão em meus momentos vagos. Vamos lá, vamos falar sobre essa gente!


Olá meus caros. Faz tempo que não escrevo umas reclamações aqui. Então vamos nessa.
No dia de hoje vamos dar uma olhada em um problema grave da sociedade contemporânea.
Uma disfunção cerebral muito particular que gosto de chamar de Abistracionismo não solicitado e expelimento de merdas digitais... Ou como irei mencionar a partir de agora pela sigla A.N.S.E.E.D.M.D.

Esse é um neologismo criado por mim nesse momento para definir um fenômeno socio-cultural muito comum nos meios digitais como facebook, orkut (ainda existe), twitter, msn, blogs, etc...etc... diversas redes sociais.
O que consiste essa ... "doença"? Basicamente alguém com sérios problemas mentais (prefiro acreditar nisso) redige comentários, artigos, pensamentos, ou qualquer outra coisa que possa ser digitada em forma de texto, de conteúdo altamente rídiculo. Seja de forma abstrata, poética, porém vazia, seja de forma erudita, porém igualmente vazia. Esse tipo de situação pode ser diretamente relacionada com os "pseudismos" que citei alguns meses atrás, neste mesmo dignissimo blog. Geralmente tais seres tem a pretensão de argumentar, mesmo sem ter argumentos plausíveis, sobre algum assunto, profetizar, mostrar suas idéias relativamente superficiais ou somente mesmo ..."causar".

E o por que de tudo isso? Creio eu apenas por pura babaquice. Tem gente que não tem nada melhor pra fazer, não é verdade? Agora vejamos. Existe no facebook uma legião de praticantes dessa estúpidez. Seja colocando frases bonitinhas que elas mesmas não entendem o significado, seja tentando inventar frases mirabolantes que não possuem sentido algum, seja tentando provar algum ponto sem cabimento e nunca utilizando argumentos plausíveis. E por argumento plausível falo de dois tipos. Aquele lógico, que pode ser contestado utilizando-se da lógica ou de alguma área aplicada da filosofia, ou então argumentos técnicos-científicos, que somente podem ser contestados mediante prova irrefutável. Logicamente nem mesmo a ciência é irrefútavel, porém é muito mais plausível você argumentar através da razão comprovada até o momento do que em falácias que voam pelo ar.

E por falar em falácias, parece que é uma grande mania do povo utilizar desse estratagema tão pobre para poder "ganhar uma discussão". Mas aí não é uma vitória honrada, mas sim uma vitória "no grito". E outra, nem vitória seria, pois discussão de facebook? Discussão de msn? Debate de blog? Que raios é isso!? Estamos nas cyber-olímpiadas? Categoria: Discussão abstrata sobre argumentação pobre de 500 metros razos? Ora bolas, carambolas nas minhas bolas. Isso não tem sentido algum.

Bom... Agora muitos podem se perguntar: Eiiii , esse texto também é uma idiotice, quem é idiota o suficiente para se preocupar com isso?

Bom² meus amigos. A diferença básica entre o meu artigo e toda essa babaquice que acontece na internet é que eu tenho um ponto e que esse ponto é baseado em algo plausível, que é uma argumentação apresentando fatos (que tenho certeza, muitos de vocês já viram por ai em alguma rede social) e mostrando a atual situação brasileira. Enquanto isso os que sofrem de A.N.S.E.E.D.M.D.tem a necessidade de mostrar sua (falta de) perspicácia de maneira aleatória e vazia.

Afinal de contas, o que quer dizer alguém que afirma que tudo é provado cientificamente, mas não mostra as fontes do que está falando ou as provas científicas. O que quer dizer alguém que cita frases de gente famosa sem ao menos entender o que quer dizer essa frase. O que alguém pretende em tentar argumentar sem entender o que significa a palavra ARGUMENTO!

Debate não é contradição, debate é uma discussão intelectual na qual se apresentam fatos científicos, argumentos e provas de modo ordenado para que se possa fazer um julgamento sóbrio e perspicaz.
E falando nisso, um videozinho sobre debates para vocês:

Monty Python - Clínica de argumentação

Limbo Musical: Rock progressivo - Capítulo VII

Capítulo VII: Considerações finais

Olá meus amigos. Esse é o último capítulo da saga progressiva. Já falamos da história, de algumas vertentes mais importantes, citei clássicos e falei do progressivo (e outros estilos ligados a ele) no mundo.
Agora vamos as considerações finais sobre o estilo.
O que é afinal de contas o rock progressivo...
Quando a gente fala sobre o assunto vem logo a cabeça algumas bandas como Pink Floyd ou Yes... Que particularmente são bandas bem distintas. E quando pensamos em Jethro Tull... King Crimson... Alan Parsons Project... Genesis... Museo Rosenbach... Premiata forneria marconi... Rush... Van der Graff generator... Marillion... IQ... Pendragon... Porcupine Tree... Spock's Beard... Dream Theater... Pain of Salvation... The Mars Volta... Opeth....
Enfim, cada banda tem seu próprio estilo, suas peculiaridades... Não se classificam facilmente dentro de um gênero apenas. E talvez isso que torne todas essas bandas, e muitas outras, conjuntos de rock progressivo. Além dos pontos comuns, como arranjos complexos, poliritmia, experimentações musicais, longas passagens instrumentais, letras elaboradas, improviso ao vivo, etc... Todas essas bandas tem o "elemento surpresa" em sua sonoridade. Às vezes vem um som que você espera, às vezes não!
Esse é o lance mais legal do rock progressivo, na humilde opínião de quem vos fala.
Bom, essas considerações finais são mais uma espécie de encerramento mesmo... Não quero me prolonguar muito, nem soar redundante. Então agradeço a todos os que se interessaram em dar uma conferida no meu humilde blog. Até mais ver e vamos continuar com outras seções do blog. Um Abraço!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Limbo Musical: Rock progressivo - Capítulo VI

Capítulo VI:  Vanguardismo, experimentalismo e outros ismos 



Olá meus caros amigos, estamos de volta com a saga progressiva. No sexto capítulo irei abordar um estilo que não é necessariamente rock, mas com certeza MUITO progressivo. A música de vanguarda. Ela surgiu por volta da segunda guerra mundial, visando romper qualquer tipo de regra ou barreira musical imposta, seja pelas regras musicais ou seja pelo "bom senso". Alguns compositores clássicos como Wagner e Debussy são considerados músicos de vanguarda, contudo não é somente a música clássica que adentra esse estilo. Aliás, muito diversificado e não linear, tanto que demandaria diversos posts para cobrir esse estilo, talvez uma saga tão grande quanto a nossa progressiva. Bom, o que nos interessa é falar um pouco de algumas bandas e artistas e conhecer o que é vangarda.
Do francês Avant Garde, um trocadilho com o batalhão que precede as tropas em uma batalha. Ser um vanguardista é estar a frente de seu tempo, assim como a vanguarda está a frente das tropas normais.
E a música vanguardista é assim, sempre rompendo barreiras. Desde o experimentalismo misturado ao rock e música clássica de Philiph Glass, passando pelo R.I.O. (Rock in opposition, estilo muito influênciado pelo jazz, cheio de improvisos)do Univers Zero e até o som... sem som de John Cage... famoso pela peça 4'33", na qual "toca" quatro minutos e trinta e três segundos de puro silêncio.
E o experimentalismo vanguardista é assim, não há regras.
Bom, não sou nenhum expert em música de vanguarda, conheço pouquissimo do estilo, mas considero um estilo de arte interessante. Justamente o mais legal é que esse gênero mostra toda a subjetividade do que é arte. Muitas pessoas irão considerar, por exemplo, a canção "4'33"" de John Cage uma perda total de seu tempo, um insulto a sua inteligência, uma afronta ao bom gosto musical, simplesmente pelo fato de não haver notas. Outros dirão que nem música é. Outros acharão bobo. Outros irão perceber uma sutilidade e uma leve crítica as canções extremamtente virtuosas e pomposas que abusam das técnicas e respeitam todas as regras musicais. Haverá ainda aqueles que vão dizer que é uma obra genial, das mais controversas, algo digno de um brilhante e genial artista. Enfim... Esse é o barato do vanguardismo, não ser NADA previsivel, totalmente fora dos padrões. Chega de papo. Irei recomendar alguns artistas e algumas obras interessantes.

Avant-Gard (em geral) : 


Philip Glass

 
Um dos músicos mais influentes e experimentais do século XX, Glass criou também várias trilhas sonoras para filmes, alguns mais famosos como "O Show de Truman - O show da vida" e "O Ilusionista" ou alguns mais obscuros, como "Mishima" e a trilogia "Qatsi". Compôs a trilha sonora para "Kundum", filme sobre o Dalai Lama. Não irei indicar nenhum disco dele, pois não conheço nenhum a fundo. O que mais ouvi dele foram algumas músicas como "Metamorphosis One" e "Changing Opnion"  e suas trilhas sonoras.

John Cage

Como já foi mencionado, ficou famoso por "ousar demais" e gravar (e apresentar) uma canção sem nenhum instrumento, nenhuma nota, nenhum... SOM! É...esse é o cara do vanguardismo. Mais experimental que isso... Não têm. Somente se existisse uma versão de 23 minutos da canção "4'33"".  Também não manjo muito dos discos dele, mas considerando sua fama, creio que ele não tenha uma discografia muito... convencional.

Arnold Schönberg

Fundador do dodecafonismo (não saberei explicar direito o que é dodecafonismo, então vai um "linkezinho esperto" da wikipédia pra esclarecer qualquer dúvida: http://pt.wikipedia.org/wiki/Dodecafonismo ). Algumas de suas principais obras são: Kammersymphonie No. 1 em Mi maior op. 9, Verklärte Nacht p/ sexteto de cordas Op. 4, Um Sobrevivente de Varsóvia p/ orquestra narrador e coro masculino Op. 46 e Concerto para Piano Op. 42. Seu estilo é muito semelhante ao que vemos em algumas partes orquestradas de canções de bandas de progressivo. A Kammersymphonie por exemplo me lembra muitas partes orquestradas do disco "Atom heart mother" do Pink Floyd (ou esse disco do Pink Floyd remetem a Arnold Schönberg...ehhehe).

Agora vamos falar da versão rock do vanguardismo:

R.I.O. (Rock in opposition):

* R.I.O.
(rock em oposição = Tradução literal) é um estilo mais próximo ao rock progressivo, muito influênciado pelo jazz e melhor compreendido ao vivo, justamente por causa dos improvisos. A oposição vem pelo fato de haver elementos muitas vezes que diferem demais do rock normal. Poliritmia, tons dessonantes e elementos de estrutura musical incoerentes e algumas vezes aleatórios fazem parte do R.I.O. Apesar de nunca ter sido realmente um estilo musical o R.I.O. sofre do mesmo mal que o grunge. Mesmo as bandas sendo muitas vezes musicalmente diferentes entre si, acabaram sendo comparadas por rupturas musicais semelhantes e por muitas vezes terem as mesmas posturas em relação a experimentalismo. Podemos até dizer que R.I.O. é uma versão mais rock do vanguardismo... salvo as proporções)

Univers Zero

Fantástica banda belga de rock progressivo. Talvez uma das mais inusitadas e peculiares. O Som é obscuro, denso e realmente ...perturbador algumas vezes, como a canção "Central Belgium in the dark". Até algumas canções (como a citada) dificilmente podem ser classificadas como rock à primeira vista. Entretanto Univers Zero mostra muita influência de jazz e rock and roll em outras composições como "Chaos hermetique" ou "Jack the Ripper". Mas é lógico, para os desavisados e para quem não está acostumado com a sonoridade "perturbadora" do Univers Zero... Eles tem sonoridade MUITO dissonante.... MUITO estranha. Muitas vezes você até irá imaginar que eles não sabem o que estão fazendo...mas acredite. Eles sabem!  Recomendo os discos "Heresie", "Univers Zero(1313)" , "Ceux Du Dehors" e "Clivages".

Henry Cow


 Não digo que foi fundador do estilo, mas com certeza foi um dos mais influentes precursores e um dos mais interessantes grupos de R.I.O. . Sua sonoridade peculiar trouxe muita influência pro estilo. Dos discos que conheço (só conheço um mesmo) recomendo o primeirão, aquele da meia, Legend.


Stormy Six

Banda italiana do gênero. Para mim um achado e também uma banda muito obscura. Fui encontrar mais informações no site (ótimo site, diga-se de passagem) progarchives. Ouvi algumas canções do disco L'Apprendista e do álbum Un biglietto del tram. Apesar de ser R.I.O. eles remetem muito ao sinfônico italiano e um pouco ao folk também, ao menos pelo que pude constar em algumas canções que ouvi. Não tenho muito pra falar além disso. Mas recomendo.


Outros gêneros:
Temos o krautrock e a cena de cantebury. Já mencionei um pouco de ambos. Exemplos principais dos dois estilos são respectivamente Tangerine Dream e Caravan. Não há muito mais o que possa ser comentado. Aliás, esses dois estilos estão muito mais para um rock progressivo tradicional, nem sei porque raios deixei aqui.