sábado, 21 de julho de 2012

Edição EXTRA especial: Games do Xiboca: Saga Mass Effect




Anteriormente falei que não iria fugir dos temas filmes e música. Porém também disse que eventualmente falaria de games, quadrinhos e afins. E hoje vou falar sobre um dos jogos mais interessantes da atual geração de games. A Saga Mass Effect.
O primeiro game da série foi lançado em 2007 pela Bioware exclusivamente para a plataforma Xbox 360 da microsoft, que eu carinhosamente chamo de xiboca. Enfim. E vocês me perguntam: Don Vacorleone? Qual a história do jogo? Bom meus "amiguitos", acontece o seguinte, antes mesmo do jogo começar já há uma história por trás da trama. No século XXII (vinte e dois), mais precisamente em 2158, os humanos descobrem uma forma de energia revolucionária. O chamado mass relay, uma herança tecnológica da civilização extinta há cinquenta mil anos conhecida como Protheans. Devido a esse tipo de energia a exploração de galáxias distantes se torna possível. Os humanos então descobrem que existem diversas outras raças alienígenas inteligentes no universo e todas elas se reúnem na grande cidade chamada The Citadel, um centro econômico-político-cultural, outra herança dos Protheans, que serve de sede cosmopolita para o conselho das raças alienígenas. Tudo isso gera um clima muito semelhante ao que temos em filmes como Star Wars, mas lembrando, apesar de ser ficção cientifica, não há tantas semelhanças com Star Wars, apenas deixa aquele mesmo sentimento que temos ao assistir aos filmes, ou seja, é ÉPICO! Acontece que por mais de vinte anos os humanos tentaram ganhar respeito e confiança das outras espécies, sem muito sucesso. Até a chegada de ...você! No papel de Sheppard (Você escolhe o nome, que originalmente é John), primeiro oficial do Capitão Anderson. Depois de um ataque dos Geths, que são androides "rebeldes" criados pela espécie conhecida como Quarians, uma coisa "meio blade runner", à Eden Prime, primeira colônia humana do Universo, você se torna capitão da Normandy e descobre que há um traidor no conselho, o famigerado Spectre, espécie de polícia especial do conselho, uma mistura de swat/bope/cia/fbi/policia federal das galáxias, conhecido como Saren. Ele é da raça dos Turians, uns aliens muito invocados que lembram uma mistura de lobo com insetos gigantes, mas com corpos humanoides. A partir desse ponto sua missão é provar que Saren é um traidor e traze-lo ao conselho, para que seja julgado e punido. Existem muitas reviravoltas na trama e nem sempre os vilões são motivados por ambições fúteis como dominação do universo ou ganho de riquezas. Durante sua jornada você vai juntando amigos e companheiros a sua tripulação. Você pode tratar todos, inclusive NPC's (Non Playable Carachters, ou em português, personagens não jogáveis, "os hominho que a gente não joga no jogo"), de três formas. Bem educadinho, sendo sempre cortês, utilizando de bom senso e boas maneiras para resolver as situações, ser sempre imparcial, nunca tomar partido numa briga e ser sempre profissional, ou então, a mais hardcore, que é tratar todo mundo de maneira bem ríspida, ser um cara meio canalhão e direto. Lembrando que a última maneira não indica que você seja mal, apenas que acredita que os fins justificam os meios. Enfim. Eu pessoalmente não recomendo ser neutro (apenas seja neutro nas brigas de sua tripulação, procure não tomar partido de uma pessoa ou outra, isso pode afetar sua reputação com seus companheiros negativamente). Prefira ser uma coisa ou outra. Se você for educado, ganhará pontos de Paragon e se for mais "casca grossa", ganhará pontos de Renegade. Cada uma das duas opções habilita descontos em lojas, novas opções de conversa, que podem fazer você sair de uma situação sem ter que sair atirando em todo mundo. Um exemplo, se você tiver pontos de Renegade o suficientes e ver uns caras brigando na rua. Você chega lá e entra na conversa. Aí um dialogo em vermelho fica disponível. Se você escolher esse dialogo você vai bater em um cara e chutar o outro. Pronto, eles não vão brigar mais. 
 Agora, se você tiver pontos de Paragon, aparecerá uma opção azul. Usando esse dialogo, você irá conversar com eles, perguntar o que está acontecendo e tentar contornar a situação de maneira amigável.E isso nos leva a outro elemento interessante. Os relacionamentos. Você pode namorar as garotas da sua equipe, isso se você fez um personagem homem, se tiver feito uma mulher, vai namorar os caras. Não há relacionamentos homosexuais (ou homoafetivos, nem sei como se fala mais sem ter que ser processado), apesar de que dizem que no terceiro jogo haverá essa opção. Eita! Bom... Tudo vai depender se você conversar eventualmente com suas parceiras, ou seus parceiros, respeitá-los e ajudá-los. Bom, mas e aí, você zerou o primeiro jogo e vai jogar o segundo, e a Bioware inovou, trouxe algo MUITO bacana. Quando você começa o segundo game, tchã tchã! Você pode importar o save do primeiro e tudo o que você fez, as opções e caminhos que tomou, os relacionamentos que manteve e tudo mais será lembrado. Sensacional não? Bom, eu pelo menos achei. E não tem muito mais o que falar do Mass Effect 2, tirando algumas mudanças na jogabilidade, as batalhas no primeiro jogo era mais... "atire pra todos os lados", enquanto que no 2 se você fizer isso vai morrer em pouco tempo. O segundo jogo trouxe mais planejamento e estratégia. Você precisa se esconder atrás de muros e caixas para atirar com segurança. Isso no modo mais fácil, se você for tentar lutar em área aberta, morre em poucos tiros. No geral o sistema de jogo é o mesmo, com poucas modificações. Contudo o mais importante é a história do jogo. Não quero ficar fazendo spoilers, mas é uma das melhores. Depois que você conhece as motivações de Saren, derrota o real inimigo do primeiro jogo e se aventura pelo segundo, acaba por conhecer muito do universo de Mass Effect, que é realmente rico e bem trabalhado. E importante, os diferentes finais. Principalmente no 2. Se você tomou algumas decisões equivocadas, ou se não deu todos upgrades na sua nave, ou se ainda não conseguiu a fidelidade de seus amigos ou mandou eles em missões que não eram para sua especialidades, eles podem morrer e causar um efeito no final do game. Enfim... Não vou me prolongar mais. Ainda não joguei o 3 e faz pouco tempo que zerei o 2, mas comprarei o terceiro e verei o quão épico pode ficar uma saga tão rica e incrível quanto Mass Effect! JOGUEM E SEJAM FELIZES!

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Aquilo que não nos mata

Nos torna mais estranhos...
É como, profetizou Heath Ledger no filme The Dark Knight (Cavaleiro das trevas), ou para os leigos, aquele filme do "batimá" que tem o coringa (se bem que o correto na língua portuguesa é CURINGA... mas pela gramática "feia", foi trocado por coringa mesmo). E assim sendo, eis que MR.VACO morreu... Mas não se lamentem, meus poucos, porém caros leitores. Estou de volta, não como propaganda publicitária, parafraseando Rogério Skylab, mas sim dessa vez para delimitar os novos temas do antigo VACOTOMIA. A partir de agora vamos falar de dois assuntos: Música e filmes.
Como considero a trilogia "O Poderoso Chefão" a máxima expressão de arte hollywoodiana resolvi adotar esse novo alter-ego, Don Vacorleone. E me desculpem os fãs de filmes europeus e cinema de arte, mas tudo isso é muito chato! Não vou descartar produções nacionais ou estrangeiras, pois existem obras de arte MUITO boas fora de Hollywood, contudo dificilmente verão algum filme daqueles classificados como cult pelos pseudo-intelectuais. Enfim... e também falaremos muito de música, como já vinha sendo observado no antigo vacotomia.
Não vou ficar de muito "nhê nhê nhê" agora. Vamos deixar a coisa fluir.
Agradeço muito o incentivo da minha esposa Tânia A.Ilhesca. Sem ela eu não seria ninguém. Ou seria alguém muito preguiçoso para investir no meu blog. Risos. (Uma coisa que nunca entendi... Por que raios escrever risos, sem nem rindo eu estou, mas enfim... a internet e seus usuários. Há Há)

Só alguns adendos, antes de me despedir.

* Sim, o Cursus de sapientia philosophiae buteco (ou butecus) vai continuar! Com menos (ou menas, depende se seu português é BR, PT ou MT, não é Mato Grosso, mas sim de MARTE!)
* Eventualmente irei fugir do tema filmes e música, contudo será ou por uma nobre causa (por ex...falar de games fantásticos como The Elders Scroll V: Skyrim ou a Saga Mass Effect) ou então algo relacionado a cinema. (Ex: Quando for falar do filme "Batman: The Dark Knight Rises", terei que contextualizar falando dos outros dois filmes, falando brevemente das antigas franquias dirigidas pelo grande Tim Burton e pelo, grrrr, maldito seja, Joel Schumacher, grrr... Ah sim! Antes que esqueça, se falarei de tudo isso terei que citar contextualmente os quadrinhos do Batman, fugindo dos temas "filmes e música")
*Não pretendo mais falar sobre Tokusatsus, animes e mangas... Eventualmente posso faze-lo, entretanto não pretendo mais.
*Temas diversos como a seção de Hoax, conspirações e embustes podem aparecer eventualmente sem aviso prévio. Afinal de contas... É tudo coisa do tinhoso que se aliou aos comunistas para nos guiar para uma nova ordem mundial sob o comando dos iluminatis.

Enfim. "São isso" meus amigos.

E a partir de agora, me chamem de Padrinho.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Cursus de sapientia philosophiae buteco: Gente que gosta de escrever babaquices

Adoro essa galera que adora escrever babaquices na internet. Sem eles eu não teria muitas opções de diversão em meus momentos vagos. Vamos lá, vamos falar sobre essa gente!


Olá meus caros. Faz tempo que não escrevo umas reclamações aqui. Então vamos nessa.
No dia de hoje vamos dar uma olhada em um problema grave da sociedade contemporânea.
Uma disfunção cerebral muito particular que gosto de chamar de Abistracionismo não solicitado e expelimento de merdas digitais... Ou como irei mencionar a partir de agora pela sigla A.N.S.E.E.D.M.D.

Esse é um neologismo criado por mim nesse momento para definir um fenômeno socio-cultural muito comum nos meios digitais como facebook, orkut (ainda existe), twitter, msn, blogs, etc...etc... diversas redes sociais.
O que consiste essa ... "doença"? Basicamente alguém com sérios problemas mentais (prefiro acreditar nisso) redige comentários, artigos, pensamentos, ou qualquer outra coisa que possa ser digitada em forma de texto, de conteúdo altamente rídiculo. Seja de forma abstrata, poética, porém vazia, seja de forma erudita, porém igualmente vazia. Esse tipo de situação pode ser diretamente relacionada com os "pseudismos" que citei alguns meses atrás, neste mesmo dignissimo blog. Geralmente tais seres tem a pretensão de argumentar, mesmo sem ter argumentos plausíveis, sobre algum assunto, profetizar, mostrar suas idéias relativamente superficiais ou somente mesmo ..."causar".

E o por que de tudo isso? Creio eu apenas por pura babaquice. Tem gente que não tem nada melhor pra fazer, não é verdade? Agora vejamos. Existe no facebook uma legião de praticantes dessa estúpidez. Seja colocando frases bonitinhas que elas mesmas não entendem o significado, seja tentando inventar frases mirabolantes que não possuem sentido algum, seja tentando provar algum ponto sem cabimento e nunca utilizando argumentos plausíveis. E por argumento plausível falo de dois tipos. Aquele lógico, que pode ser contestado utilizando-se da lógica ou de alguma área aplicada da filosofia, ou então argumentos técnicos-científicos, que somente podem ser contestados mediante prova irrefutável. Logicamente nem mesmo a ciência é irrefútavel, porém é muito mais plausível você argumentar através da razão comprovada até o momento do que em falácias que voam pelo ar.

E por falar em falácias, parece que é uma grande mania do povo utilizar desse estratagema tão pobre para poder "ganhar uma discussão". Mas aí não é uma vitória honrada, mas sim uma vitória "no grito". E outra, nem vitória seria, pois discussão de facebook? Discussão de msn? Debate de blog? Que raios é isso!? Estamos nas cyber-olímpiadas? Categoria: Discussão abstrata sobre argumentação pobre de 500 metros razos? Ora bolas, carambolas nas minhas bolas. Isso não tem sentido algum.

Bom... Agora muitos podem se perguntar: Eiiii , esse texto também é uma idiotice, quem é idiota o suficiente para se preocupar com isso?

Bom² meus amigos. A diferença básica entre o meu artigo e toda essa babaquice que acontece na internet é que eu tenho um ponto e que esse ponto é baseado em algo plausível, que é uma argumentação apresentando fatos (que tenho certeza, muitos de vocês já viram por ai em alguma rede social) e mostrando a atual situação brasileira. Enquanto isso os que sofrem de A.N.S.E.E.D.M.D.tem a necessidade de mostrar sua (falta de) perspicácia de maneira aleatória e vazia.

Afinal de contas, o que quer dizer alguém que afirma que tudo é provado cientificamente, mas não mostra as fontes do que está falando ou as provas científicas. O que quer dizer alguém que cita frases de gente famosa sem ao menos entender o que quer dizer essa frase. O que alguém pretende em tentar argumentar sem entender o que significa a palavra ARGUMENTO!

Debate não é contradição, debate é uma discussão intelectual na qual se apresentam fatos científicos, argumentos e provas de modo ordenado para que se possa fazer um julgamento sóbrio e perspicaz.
E falando nisso, um videozinho sobre debates para vocês:

Monty Python - Clínica de argumentação

Limbo Musical: Rock progressivo - Capítulo VII

Capítulo VII: Considerações finais

Olá meus amigos. Esse é o último capítulo da saga progressiva. Já falamos da história, de algumas vertentes mais importantes, citei clássicos e falei do progressivo (e outros estilos ligados a ele) no mundo.
Agora vamos as considerações finais sobre o estilo.
O que é afinal de contas o rock progressivo...
Quando a gente fala sobre o assunto vem logo a cabeça algumas bandas como Pink Floyd ou Yes... Que particularmente são bandas bem distintas. E quando pensamos em Jethro Tull... King Crimson... Alan Parsons Project... Genesis... Museo Rosenbach... Premiata forneria marconi... Rush... Van der Graff generator... Marillion... IQ... Pendragon... Porcupine Tree... Spock's Beard... Dream Theater... Pain of Salvation... The Mars Volta... Opeth....
Enfim, cada banda tem seu próprio estilo, suas peculiaridades... Não se classificam facilmente dentro de um gênero apenas. E talvez isso que torne todas essas bandas, e muitas outras, conjuntos de rock progressivo. Além dos pontos comuns, como arranjos complexos, poliritmia, experimentações musicais, longas passagens instrumentais, letras elaboradas, improviso ao vivo, etc... Todas essas bandas tem o "elemento surpresa" em sua sonoridade. Às vezes vem um som que você espera, às vezes não!
Esse é o lance mais legal do rock progressivo, na humilde opínião de quem vos fala.
Bom, essas considerações finais são mais uma espécie de encerramento mesmo... Não quero me prolonguar muito, nem soar redundante. Então agradeço a todos os que se interessaram em dar uma conferida no meu humilde blog. Até mais ver e vamos continuar com outras seções do blog. Um Abraço!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Limbo Musical: Rock progressivo - Capítulo VI

Capítulo VI:  Vanguardismo, experimentalismo e outros ismos 



Olá meus caros amigos, estamos de volta com a saga progressiva. No sexto capítulo irei abordar um estilo que não é necessariamente rock, mas com certeza MUITO progressivo. A música de vanguarda. Ela surgiu por volta da segunda guerra mundial, visando romper qualquer tipo de regra ou barreira musical imposta, seja pelas regras musicais ou seja pelo "bom senso". Alguns compositores clássicos como Wagner e Debussy são considerados músicos de vanguarda, contudo não é somente a música clássica que adentra esse estilo. Aliás, muito diversificado e não linear, tanto que demandaria diversos posts para cobrir esse estilo, talvez uma saga tão grande quanto a nossa progressiva. Bom, o que nos interessa é falar um pouco de algumas bandas e artistas e conhecer o que é vangarda.
Do francês Avant Garde, um trocadilho com o batalhão que precede as tropas em uma batalha. Ser um vanguardista é estar a frente de seu tempo, assim como a vanguarda está a frente das tropas normais.
E a música vanguardista é assim, sempre rompendo barreiras. Desde o experimentalismo misturado ao rock e música clássica de Philiph Glass, passando pelo R.I.O. (Rock in opposition, estilo muito influênciado pelo jazz, cheio de improvisos)do Univers Zero e até o som... sem som de John Cage... famoso pela peça 4'33", na qual "toca" quatro minutos e trinta e três segundos de puro silêncio.
E o experimentalismo vanguardista é assim, não há regras.
Bom, não sou nenhum expert em música de vanguarda, conheço pouquissimo do estilo, mas considero um estilo de arte interessante. Justamente o mais legal é que esse gênero mostra toda a subjetividade do que é arte. Muitas pessoas irão considerar, por exemplo, a canção "4'33"" de John Cage uma perda total de seu tempo, um insulto a sua inteligência, uma afronta ao bom gosto musical, simplesmente pelo fato de não haver notas. Outros dirão que nem música é. Outros acharão bobo. Outros irão perceber uma sutilidade e uma leve crítica as canções extremamtente virtuosas e pomposas que abusam das técnicas e respeitam todas as regras musicais. Haverá ainda aqueles que vão dizer que é uma obra genial, das mais controversas, algo digno de um brilhante e genial artista. Enfim... Esse é o barato do vanguardismo, não ser NADA previsivel, totalmente fora dos padrões. Chega de papo. Irei recomendar alguns artistas e algumas obras interessantes.

Avant-Gard (em geral) : 


Philip Glass

 
Um dos músicos mais influentes e experimentais do século XX, Glass criou também várias trilhas sonoras para filmes, alguns mais famosos como "O Show de Truman - O show da vida" e "O Ilusionista" ou alguns mais obscuros, como "Mishima" e a trilogia "Qatsi". Compôs a trilha sonora para "Kundum", filme sobre o Dalai Lama. Não irei indicar nenhum disco dele, pois não conheço nenhum a fundo. O que mais ouvi dele foram algumas músicas como "Metamorphosis One" e "Changing Opnion"  e suas trilhas sonoras.

John Cage

Como já foi mencionado, ficou famoso por "ousar demais" e gravar (e apresentar) uma canção sem nenhum instrumento, nenhuma nota, nenhum... SOM! É...esse é o cara do vanguardismo. Mais experimental que isso... Não têm. Somente se existisse uma versão de 23 minutos da canção "4'33"".  Também não manjo muito dos discos dele, mas considerando sua fama, creio que ele não tenha uma discografia muito... convencional.

Arnold Schönberg

Fundador do dodecafonismo (não saberei explicar direito o que é dodecafonismo, então vai um "linkezinho esperto" da wikipédia pra esclarecer qualquer dúvida: http://pt.wikipedia.org/wiki/Dodecafonismo ). Algumas de suas principais obras são: Kammersymphonie No. 1 em Mi maior op. 9, Verklärte Nacht p/ sexteto de cordas Op. 4, Um Sobrevivente de Varsóvia p/ orquestra narrador e coro masculino Op. 46 e Concerto para Piano Op. 42. Seu estilo é muito semelhante ao que vemos em algumas partes orquestradas de canções de bandas de progressivo. A Kammersymphonie por exemplo me lembra muitas partes orquestradas do disco "Atom heart mother" do Pink Floyd (ou esse disco do Pink Floyd remetem a Arnold Schönberg...ehhehe).

Agora vamos falar da versão rock do vanguardismo:

R.I.O. (Rock in opposition):

* R.I.O.
(rock em oposição = Tradução literal) é um estilo mais próximo ao rock progressivo, muito influênciado pelo jazz e melhor compreendido ao vivo, justamente por causa dos improvisos. A oposição vem pelo fato de haver elementos muitas vezes que diferem demais do rock normal. Poliritmia, tons dessonantes e elementos de estrutura musical incoerentes e algumas vezes aleatórios fazem parte do R.I.O. Apesar de nunca ter sido realmente um estilo musical o R.I.O. sofre do mesmo mal que o grunge. Mesmo as bandas sendo muitas vezes musicalmente diferentes entre si, acabaram sendo comparadas por rupturas musicais semelhantes e por muitas vezes terem as mesmas posturas em relação a experimentalismo. Podemos até dizer que R.I.O. é uma versão mais rock do vanguardismo... salvo as proporções)

Univers Zero

Fantástica banda belga de rock progressivo. Talvez uma das mais inusitadas e peculiares. O Som é obscuro, denso e realmente ...perturbador algumas vezes, como a canção "Central Belgium in the dark". Até algumas canções (como a citada) dificilmente podem ser classificadas como rock à primeira vista. Entretanto Univers Zero mostra muita influência de jazz e rock and roll em outras composições como "Chaos hermetique" ou "Jack the Ripper". Mas é lógico, para os desavisados e para quem não está acostumado com a sonoridade "perturbadora" do Univers Zero... Eles tem sonoridade MUITO dissonante.... MUITO estranha. Muitas vezes você até irá imaginar que eles não sabem o que estão fazendo...mas acredite. Eles sabem!  Recomendo os discos "Heresie", "Univers Zero(1313)" , "Ceux Du Dehors" e "Clivages".

Henry Cow


 Não digo que foi fundador do estilo, mas com certeza foi um dos mais influentes precursores e um dos mais interessantes grupos de R.I.O. . Sua sonoridade peculiar trouxe muita influência pro estilo. Dos discos que conheço (só conheço um mesmo) recomendo o primeirão, aquele da meia, Legend.


Stormy Six

Banda italiana do gênero. Para mim um achado e também uma banda muito obscura. Fui encontrar mais informações no site (ótimo site, diga-se de passagem) progarchives. Ouvi algumas canções do disco L'Apprendista e do álbum Un biglietto del tram. Apesar de ser R.I.O. eles remetem muito ao sinfônico italiano e um pouco ao folk também, ao menos pelo que pude constar em algumas canções que ouvi. Não tenho muito pra falar além disso. Mas recomendo.


Outros gêneros:
Temos o krautrock e a cena de cantebury. Já mencionei um pouco de ambos. Exemplos principais dos dois estilos são respectivamente Tangerine Dream e Caravan. Não há muito mais o que possa ser comentado. Aliás, esses dois estilos estão muito mais para um rock progressivo tradicional, nem sei porque raios deixei aqui.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Limbo Musical: Rock progressivo Capítulo V

Rock Progressivo Capítulo V: A queda do rock progressivo e seu renascimento
O rock progressivo fez sucesso até na Terra média

Até meados da década de setenta o rock progressivo dividiu a cena do rock com o hard rock (que na época era chamado de heavy metal, ou apenas rock and roll, por muitos). Parecia que tudo ia bem para esse rico estilo musical, até que começam a aparecer sinais de novos tempos. Um movimento musical e cultural (ou melhor, contra-cultural) chamado Punk Rock começa a surgir na Inglaterra e Estados Unidos. Na Inglaterra, principalmente os jovens filhos da classe operária e trabalhadora, estavam cheios da dificuldade econômica, da sujeira das indústrias, da hipocrisia da religião e de todo e qualquer tipo de instituição e entidade governamentais. Surgiram então os punks. Nos Eua a coisa era mais ligada à sonoridade. As bandas buscavam em seus ídolos dos anos 50 do rock and roll, do rockabilly e da surf music, e de bandas precursoras do punk, como MC5 e The Stooges, inspiração para fazer música simples em contrapartida à música mirabolante e virtuosa das bandas de rock progressivo.
Duas bandas encabeçaram esse movimento de caráter duplo, o punk rock. Essas bandas foram Ramones (nos EUA) e Sex Pistols (na Inglaterra). Muito embora haja a discussão sobre a autênticidade punk dos Sex Pistols (visto que muitos acusam o produtor/empresario da banda, Malcolm MacLarren, de "armar" a banda, não sendo ela um produto genuíno do meio em que viviam, mas sim uma criação para venda de discos), eles foram uma das primeiras bandas inglesas do estilo a aparecer na mídia e levantar a bandeira do punk rock.
De qualquer maneira o punk estourou de tal maneira que muitos jovens começaram a gostar da idéia de rebeldia, anarquismo, músicas simples e o lema "do-it yourself" (Faça você mesmo). Outro estilo musical que ajudou a destruir comercialmente o rock mais sofisticado foi a disco music. De 1975 para frente esse estilo, muito influênciado por bandas de Soul Music e Rythm and Blues, trouxe uma sonoridade totalmente dançante, tendo seus maiores expoentes grupos como KC and the Sunshine Band, Cool and the Gang, Earth Wind And Fire e Bee Gees. Até mesmo algumas bandas que chegaram a fazer música progressiva se bandearam para esse caminho, como é o caso do Chicago (alguns fãs de rock progressivo vão querer me matar, mas sim, Chicago já fez música progressiva, não adianta discutir com os fatos... algumas canções como 25 or 6 to 4, são bem progressivas).
Bom, o fato é que o rock progressivo começou a decair. Muitas bandas como Emerson Lake and Palmer, Triumvirat, Genesis e Yes começaram a amenizar seu som, ficando até mais pop/comercial do que gostariam de ser. ELP é a prova cabal disso no álbum "Love Beach" de 1978. Totalmente diferente da sonoridade complexa, cheia de energia e virtuosismo que existia em álbuns maravilhosos como "Brain Salad Surgery" ou "Tarkus".

Mas...nem tudo estava perdido.
A revolta da música mais sofisticada e menos comercial estavam por surgir com o Heavy metal. Tudo se deu início na NWOBHM (New Wave of British Heavy metal, ou em bom português, Nova Onda do Metal Britânico). Bandas como Iron Maiden, Witchfinder General, Saxon, Raven, Tank, Tokyo Blade, Angel Witch, Cloven Hoof, Diamond Head, entre outras começaram a fazer o heavy metal oitentista como conhecemos atualmente. Mas esse não é o ponto que quero chegar. Falei disso somente para traçar o panorama musical do final da década de setenta e início dos anos oitenta.

Bandas como Marillion, IQ e Pallas, começaram a resgatar a sonoridade esquecida por alguns. Mesmo não tendo a complexidade de bandas como Yes, Genesis e Gentle Giant em seu apíce, essas bandas, e outras, começaram a criar um estilo sofisticado que ficou conhecido como rock neoprogressivo. A mescla de rock and roll, hard rock, música erudita, jazz, blues e influências new wave estavam presentes. Outras bandas importantes que surgiriam nesse estilo seriam Spock's Beard, Pendragon, Magellan e Porcupine Tree (muito embora essas duas últimas tenham elementos de metal progressivo).

Marillion - Misplaced Childhood (1985)

Terceiro álbum do Marillion e considerado um dos melhores da banda. A sonoridade não é tão "setentista" como a dos discos anteriores, mas garante uma audição de qualidade e uma proposta diferente do cenário musical da época. O álbum é conceitual (muito embora eu não saiba direito qual a história do disco) e apresenta o maior sucesso da banda, "Kayleigh", que é um "trocadilho" com Kay Lee, uma ex-namorada do vocalista, o Fish. Algumas das músicas mais legais da banda, como a própria "Kayleigh", "Waterhole (Expresso Bongo)", Bitter Suite, Blind Curve e Lavender se encontram no disco.

 Pendragon - The Window of Life (1993)

Pendragon é uma das bandas de neoprogressivo que conheço que menos ouvi. Entretanto esse disco me chama muito a atenção por ter muitas caracteristicas que mostram a influência de bandas setentistas, como Genesis, mas mantendo elementos de originalidade da banda. Posso dar destaque as músicas como "The Walls of Babylon", "Ghosts" e "The Last Man on Earth". Todas músicas compridas, sendo a menor "Ghosts", com mais de oito minutos.

Spock's Beard - V (2000)

Poderia falar do álbum de estréia dessa banda "The Light" de 1995, do segundo disco "Beware the darkness" de 1996, ou do disco conceitual "Snow" de 2002, que muito lembra o clássico do Genesis, "The Lamb lies down on the Broadway". Entretanto irei comentar o que considero como melhor disco dessa ótima banda. V, lançado em 2000. Apesar do Spock's Beard ser geralmente classificado como banda de progressivo sinfônico, sua sonoridade não remete tanto a década de sententa, tendo a banda uma sonoridade mais moderna, o que não é ruim, pois não me refiro a "frescuras" modernas, como elementos eletrônicos, mas sim a essência das músicas. O disco tem dois grandes épicos "At the end of the day", um dos maiores clássicos da banda, com cerca de 16 minutos e The Great Nothing, que passa de 27 minutos. Entre essas duas perolas do progressivo moderno temos 4 músicas "mais tranquilas". "Revelation", "Toughts (Part II)" , "All on a Sunday" e "Goodbye to yesterdays". Tirando "Revelation", que tem um clima bem space rock, as outras são espécies de baladas de rock, mas de muita qualidade, sendo principalmente "Thoughs (Part II)" e "All on a sunday" destaques, pela beleza e complexidade.


IQ - Ever (1993)

Considero os dois melhores trabalhos do IQ os discos: The Wake de 1985 e Ever de 1993. Escolhi falar um pouco do Ever por ser a obra mais completa e essencial do IQ. Não há muito o que se falar desse disco. Ouvi pouco do IQ, entretanto Ever ficou na minha mente como uma das obras mais importantes e belas do neoprogressivo. Vale destacar faixas como "The Darkest Hour", "Further Away" e "Fading Senses".
Entre tantos discos bons e ruins, alguns se sobressaem e esse é um deles.


Metal Progressivo:

Durante esse período que falamos, que surgiu o rock neoprogressivo, outro estilo muito popular atualmente entre os fãs de metal e de rock progressivo(alguns), deu as caras. Influênciados diretamente por bandas progressivas como Rush, Kansas, Yes, King Crimson, entre outras, principalmente bandas que se apoiavam muito no uso das guitarras, como as citadas, e por grupos de heavy metal setentista e oitentista, como Judas Priest, Iron Maiden, Black Sabbath, Budgie, Uriah Heep, entre outros, surgem algumas bandas fazendo música progressiva, mas nem tão progressiva assim.

Queensryche talvez tenha sido uma das bandas precursoras desse estilo, juntamente com Fates Warning.
Essas duas bandas começaram a fazer esse tipo de sonoridade em meados da década de oitenta, tendo ambas atingido um nível suficiente de "progressividade", para ser chamadas de metal progressivo, nos álbuns "Operation: Mindcrime" e "No Exit", respectivamente. Muito embora não seja possível comparar esses discos a obras de metal progressivo mais moderno, como "The Human Equation" do Ayreon, "Remedy Lane" do Pain of Salvation, "Six Degrees of Inner Turbulence" do Dream Theater ou "The Divine Wings of Tragedy" do Symphony X, são discos que abriram as portas para o metal progressivo.




Queensryche - Operation: Mindcrime (1988)




Disco mais importante, e provavelmente o melhor, do Queensryche. Muito embora a banda só viesse a estourar nas paradas (Oooooo coisinha mais pop/mtv/comercial/malhação/adolescente/show bizz) no disco "Empire" de 1990, com o plágio...quer dizer, com a totalmente influênciada por Confortably Numb do Pink Floyd, "Silent Lucidity", o disco "Operation: Mindcrime" é a gema mais valiosa do Queensryche. É um disco conceitual, com riffs calcados no heavy metal oitentista, entretanto, com músicas complexas e uma maravilhosa influência de rock progressivo, como podemos notar em faixas como "Suite: Sister Mary", "The Mission" e "The Eyes of a Stranger".





Fates Warning - A Pleasant Shade of Grey (1997)

Esse álbum do Fates Warning divide opiniões. Alguns consideram muito denso, obscuro e difícil de ouvir. Outros consideram como o mais perfeito disco da banda. Realmente, ele é obscuro, denso e difícil de ouvir, mas isso que o torna tão intrigante. Apenas uma faixa de mais de cinquenta minutos, dividio em 12 "sub-faixas". A questão é que é um daqueles tipos de disco que dificilmente você irá captar toda a essência da música em apenas uma "ouvida". Tem que pegar as letras, sentar e ouvir com atenção e tentar entender a proposta da banda. Considero uma das maiores pérolas do metal progressivo.

Dream Theater - Images and Words (1992)

Embora o DT já tivesse lançado um disco antes "When a dream and day unite" em 1989, com outro vocalista, esse álbum (que marca a estréia do tão amado e odiado James LaBrie) é o pontapé inicial do que o DT viria a se tornar. Muitos acusam a banda de ser virtuosa ao extremo, que seus discos são meros exercícios musicais com letras, e todo esse tipo de baboseira de quem não consegue compreender a progressão e a harmônia da música do Dream Theater. Contudo esse álbum é o apogeu do rock progressivo e também o arquetipo de todas as bandas posteriores. Pode anotar, quando se fala de metal progressivo a primeira banda que vem na cabeça é Dream theater e a sonoridade que lembramos são as de músicas como "Metropolis - Part I: The Miracle and the Sleeper", "Take the Time" ou "Learning to Live". Sem mais o que dizer desse disco que para mim é o mais importante do metal progressivo!

Ayreon - The Human Equation (2004)

Ayreon é uma banda, aliás, um projeto, do compositor e músico holândes Arjen Anthony Lucassen. Desde 1995 ele lança discos sob o nome Ayreon, sempre com convidados fazendo parte da "banda", e são sempre nomes ilustres do rock e do metal. Nomes que vão de James LaBrie do Dream Theater, a Bruce Dickinson do Iron Maiden, e Fish do Marillion à Devin Townsend do Strapping Young Lad (que também foi vocal do disco "Sex and Religion" do Steve Vai). Todos os discos do Ayreon são conceituais. Esse em questão trata em vinte faixas (como se fossem dias) a vida de um homem que está em coma. Suas frustações, seus sentimentos, e como tudo afeta seu estado, tanto interna como externamente.  A sonoridade vai do metal mais pesado e atual até a influências de folk progressivo, como jethro tull.


Gostaria de falar de outros álbuns aqui... Existem pelo menos mais dois clássicos do metal progressivo que nunca poderia deixar de falar. São "The Perfect Element Par I" do Pain of Salvation e "The Divine Wings of Tragedy" do Symphony X. Fica a dica desse dois discos também.

Galera, próximo post vamos continuar nossa saga progressiva... Até mais!

terça-feira, 12 de julho de 2011

Limbo Musical: Rock progressivo Capítulo IV

Rock progressivo: Capítulo IV O rock progressivo fora da Inglaterra
No capítulo anterior de nossa saga progressiva abordei um pouco sobre o cenário britânico, algumas das bandas mais importantes e populares do genêro. Assim como cada estilo musical tem um país no qual se originou ou tornou-se mais popular é o mesmo com o progressivo. Tendo como berço a Grã-Bretanha, mais precisamente a Inglaterra, existem destaques de cenasa riquissimas fora desse país. Os maiores destaques vão para Itália e Alemanha, mas não podemos deixar de citar países como Brasil, EUA, Japão, França entre outros, que trouxeram grandes nomes.

O progressivo na Itália

Aqueles que são estudiosos e entusiastas do rock progressivo sabem de certo que a Itália possui uma gama enorme de bandas. Algumas ficaram até bem populares, como é o caso do Premiatta Forneria Marconni e Banco dell Mutuo Soccorso. Outras bandas como Cherry Five, Jumbo, Semiramis, Museo Rosenbach, Metamorfosis, não obtiveram tanto destaque, contudo não ficam atrás nos quesitos musicalidade, progressão, sonoridade, qualidade, etc.

Não creio que se possa dizer que existe um estilo chamado Rock progressivo italiano, visto que quase todas as bandas italianas utilizam-se de sub-estilos já consagrados como o rock progressivo sinfônico, o fusion jazz, o hard rock, entre outros... Todavia a sonoridade dessas bandas costuma ser única, com uma densidade muito grande. E o mais legal, na minha humilde opinião, é a escolha das bandas de cantarem em sua língua pátria. Em uma época que a moda era cantar em inglês para atingir um público maior, esses grupos escolheram utilizar sua lingua natal, sem medo de "passar vergonha".

Agora chega de papo sobre prog italiano. Irei recomendar alguns dos meus discos favoritos desse cenário tão rico:

1973 - Museo Rosenbach - Zarathustra

Talvez um dos discos mais obscuros da história do rock, que por contradição, tem se tornado muito popular entre os fãs de progressivo devido a internet. Maior que sua obscuridade é sua qualidade. Sendo um album progressivo é de se esperar um clima mais denso, variações de tempo, ritmo e arranjos complexos. Porém esse grupo vai além e mostra que a música é sim uma das formas mais complexas de arte. A primeira faixa ocupa o lado A inteiro da bolacha com a música "Zarathustra" de mais de vinte minutos. O conceito da canção é baseado no livro "Assim falou zaratustra" de Friederic Niezstche. O segundo lado do disco conta com outras grandes três faixas. A sonoridade é baseada nas guitarras pesadas, bem hard rock. Não tem tantos riffs marcantes, porém os fraseados e solos são de deixar o ouvinte de queixo caído. O teclado é um show a parte, denso e "pesado". Os vocais variam de gritos agressivos e "rasgados" a momentos mais suaves e melódicos. A cozinha é o menor destaque, fazendo seu trabalho com competência, porém sem um grande destaque. O disco é o único lançamento desse grupo na década de setenta, sendo que a banda lançaria seu segundo album quase vinte anos depois do primeiro.

Confiram nesse link uma resenha mais detalhada que eu fiz sobre a banda em um blog de um camarada, o Gustavão (Abraço garoto): http://rockarquivodois.blogspot.com/2010/07/museo-rosenbach-zarathustra-1973.html

1972 - Premiata forneria marconi - Per um Amico
Talvez a mais popular banda progressiva da Itália, e uma das melhores. Esse disco demonstra toda a qualidade do grupo e é considerado um dos melhores do conjunto. A mistura perfeita de sonoridades pesadas do hard rock a sofisticação da música erudita e do jazz faz com que esse lp seja um dos maiores discos da história da Itália. Destaques vão para a faixa de abertura do disco "Appena Un Po", “Generale” e “Per Un Amico”. Não desmerecendo as faixas restantes, entretanto essas três demonstram que são algo além de simplesmente músicas maravilhosas, são músicas geniais.



1972 - Banco del Mutuo Soccorso - Darwin


Um disco conceitual de uma das bandas mais "estranhas" (no bom sentido) da Itália. O conceito gira em torno das teorias de Darwin, sua história e principalmente da teoria da evolução das espécies. Musicalmente é um álbum riquissimo, um pouco "estranho" (Já falei, no bom sentido) se comparado a outras bandas, mas com muita qualidade. O grande destaque é o trabalho nos
teclados que vão muito além do álbum de estréia da banda, mostrando que a banda fez a lição de casa e soube usar sintetizadores de maneira eficaz, criando ambientes sonoros de muita qualidade e maestria.Destaque para as faixas " L'Evoluzione", "750,000Anni Fa..L Amore?", "La Conquista Della Posizione Eretta" e "Ed Ora Io Domando Tempo Al Tempo Ed Egli Mi Risponde ... Non Ne Ho!".




1973 - Semiramis - Dedicato a Frazz



Um dos discos com a capa mais estranha e feia (e olha que eu adoro essa capa) que já vi na vida. Entretanto o som é inversamente proporcional, uma das sonoridades mais completas e belissimas, muito embora seja o único disco dessa maravilhosa banda. Antes de continuar quero fazer um comentário. Tornou-se, até algum tempo atrás, exacerbar esse álbum, tanto devido a qualidade, quanto devido a obscuridade do som e da banda. Tornou-se um tipo de clássico esquecido. Agora existe outra vertente de pensamento, dizer que é um disco superestimado, que é bom, mas não é lá grande coisa. Bom, a meu ver ambas as vertentes de pensamento estão equivocada. Não é o melhor disco de todos os tempos, mas com certeza também não é um disco de se jogar fora, e diria até mais, é um dos grandes clássicos italianos esquecidos realmente.
O interessante é a perfeita harmônia de peso e melodia. As guitarras são bem pesadas para um trabalho de 1973 de uma banda que não é heavy metal (assim com Black Sabbath era na época). A sonoridade é bastante diversificada, embora em alguns momentos algumas músicas se tornem um pouco redundantes, mas nada que faça você achar que está ouvindo a mesma faixa diversas vezes. Em suma, um ótimo disco, altamente recomendado.


Agora vamos falar um pouco de um outro país... Alemanha.


A Alemanha sempre foi um país de destaque no cenário mundial. Seja por ter se envolvido de cabeça em 2 grandes guerras, ter sido palco de uma das maiores desgraças do século XX (não falo do Curintias, nem do governo do George W.Bush, mas sim do Regime Nazista), ter um "muro das lamentações" moderno (Muro de Berlim, óbvio), ou por fabricar o carro favorito dos "boys" do começo do século XXI (esse eu nem vou comentar).
Mas a Alemanha também teve um rico cenário musical, principalmente quando se trata de música progressiva. Alguns destaques maiores vão para bandas como Triumvirat, Eloy, Kraftwerk, Tangerine Dream, Can, Amol Dü II, entre outras.
A sonoridade de algumas, como as três últimas citadas se encaixa no Krautrock, sub-estilo experimental que visava criar um novo tipo de cultura musical na Alemanha. O nome krautrock, a principio, era uma ofensa dos críticos. Krautrock é uma palavra que faz uma espécie de trocadilho com chucrute (repolho cozido), querendo dizer repolho estragado, ou algo do tipo. Entretanto o termo acabou sendo adotado como classificação para essas bandas.

Bom, chega de conversa fiada, vamos para os destaques:

1974 - Kraftwerk - Autobahn

Uma banda única para sua época. A sonoridade do Kraftwerk é eletrônica, sendo uma das bandas precursoras dos estilos de música eletrônica e techno surgidos a partir do fim dos anos oitenta e começo dos noventa. Entretanto as semelhanças cessam nesse ponto. Kraftwerk segue a linha experimental do krautrock, e esse disco é considerado a obra-prima da banda. A faixa-título ocupa inteira o lado A do disco. Ela é grande, mas não é tão épica ou variada. O conceito por trás dessa música é apresentar uma espécie de "trilha sonora" para uma estrada, tentando induzir o ouvinte a acreditar que está viajando na auto-estrada. O segundo lado do disco contém músicas mais curtas, mesclando trechos bem sombrios e soturnos a passagens mais alegres, sendo que esse lado é inteiramente instrumental.

1977 - Eloy - Ocean

Melhor disco dessa banda muito boa. Inevitavel as comparações feitas a grandes icones como Genesis, Pink Floyd ou Yes, entretanto a banda se mostra original, mesmo que bebendo da fonte dessas bandas já citadas. A sonoridade varia do sinfônico ao "space rock", e o conceito por trás do disco é algo como a ascenção e queda de Atlantida. Não há muito o que falar desse disco a não ser que é um dos mais completos e melhores discos de rock progressivo alemão.

1975 - Triumvirat - Spartacus
Triumvirat sempre foi comparada ao super-grupo Emerson, Lake and Palmer. Muito embora eu veja as semelhanças por conta de ambas as bandas se basearem em trios, não usarem guitarras (na maior parte das músicas) e focarem muito no teclado, sintetizadores e orgãos, ainda sim creio que existam diferenças atenuantes. Enquanto o ELP foca muito no virtuosismo de seus músicos e em muitas vezes na "agressividade" das faixas e no tamanho delas, o Triumvirat se foca mais nas melódias e nas repetições e variações de temas (um recurso do rock progressivo que eu gosto muito). Escolhi esse disco, Spartacus, que considero o mais equilibrado da banda, mesmo meu favorito sendo "Illusions on a double dimple", álbum anterior do conjunto. Spartacus conta a história do gladiador-escravo de mesmo nome que liderou uma rebelião contra os romanos em torno de 70 a.c. Quanto a sonoridade temos belissimas músicas como "The Capital of power", "The School of instant Pain", "The Hazy shades of dawn" e "Spartacus", sendo essas músicas os maiores destaques. Não é um disco com guitarras pesadas, contudo as melódias são tão bem feitas que acabam suprindo essa necessidade.

1974 - Tangerine Dream - Phaedra

Tangerine Dream é uma banda de krautrock que teve diversas fases. A mais aplaudida e considerada a melhor pelos fãs é a de meados da década de setenta. Phaedra é considerado a obra máxima do grupo pela maioria. Um disco que pessoalmente considero denso, mas de certa maneira calmo e relaxante em muitos momentos. Ao contrário de outras bandas como ELP, Triumvirat, Genesis, Yes, etc... Não há aquele momento frenético, vulgarmente chamado de "fritação". É um som bem introspectivo. Diferente dos discos anteriores, voltados as influências de Pink Floyd em começo de carreira é um disco singular.


Bom, agora que acabamos de falar da Alemanha e Itália, que tal apenas destaquer grandes nomes de outros países. É esse post está longo e estou cansado.
EUA: Kansas

Para mim o maior nome do rock progressivo vindo dos USA. O melhor disco deles é com toda certeza Leftoverture. A sonoridade se assemelha mais a bandas como Rush, um hard bem progressivo. Destaques para Carry on My wayward son, Magnus Opus e The Wall.

Canadá: Rush

Uma das bandas que mais gosto. Não tem muito papo, Rush é RUSH! Pronto, acabou.

Brincadeira, não vamos ser tão superfíciais. Rush tem uma trajetória inigualável. Uma banda que se construiu com bases no rock and roll, rythm and blues e logo avançou para o rock progressivo (se bem que eles tem muito de hard rock e heavy metal, tanto que seriam as bases para o metal progressivo, abordaremos isso em outro "post"). Meu disco favorito deles? Tem tantos. Mas darei destaque para o Hemispheres, com certeza o mais progressivo da banda. Lançado em 1978 foi o último disco 100% prog do Rush, depois lançariam Moving Pictures e Permanet Waves, alcançando de vez o estrelato com Tom Sawyer e Spirit of the Radio. Mas o Hemispheres tem algumas de minhas canções favoritas. Cygnus X-2 (epico de 20 e poucos minutos) e The Threes, uma das mais belas faixas da banda.

Brasil: O terço, Casa das máquinas, Sá(,) Rodrix e Guarabyra, O Som nosso de cada dia, bacamarte, A barca do Sol, Mutantes, entre outras...

O Brasil, por incrível que pareça, teve um cenário progressivo riquissimo, e atualmente é um dos poucos países que ainda segue essa tradição (junto com a Itália e alguns outros), vendo que a moda hoje em dia é metal progressivo e não rock progressivo. Essas bandas citadas são apenas alguns destaques. Nem entrarei em mais delongas, apenas ouçam discos cabulosos como "Do A ao Z" dos Mutantes (sem a manezona da Rita Lee), "Criaturas da Noite" da banda O Terço ou o último disco ao vivo (Dvd melhor ainda) do Sá, Rodrix e Guarabyra. Rock progressivo com sonoridade totalmente brasileira. (Muito embora esse último que citei varie demais no estilo e não tenha tantas amostras de prog, mais em faixas como "Mestre Jonas" ou "Jesus numa moto").

Japão: Far East Family Band

Banda do grande nome da New Age Kitaro. Na época ele já tinha carreira solo, entretanto esse disco é de sua banda de progressivo. Sonoridade à lá Pink Floyd lá da época do Meddle ou do Atom heart Mother, porém mais rock, menos experimental, mais progressiva e mais sómbria, mais obscura. A qualidade é tanta que não tenho palavras para descrever. Ouvi esse disco, sei que a banda é do Kitaro, porém tenho dificuldades para achar mais informações. Se alguém quiser ajudar deixe um comentário ou mande um e-mail para mim. Nipponjin é o disco que ouvi deles. Destaque para o lado A do disco.

França: Jean Michel Jarre, Gong, Magma, Jean-Luc Ponty

São alguns nomes do progressivo francês. Jean Michel Jarre é o menos progressivo, mas o mais famoso. Trabalhos instrumentais, trilhas sonoras, música new age e progressivo eletrônico constam em seus trabalhos, tendo destaque Oxygen I e II. Gong e Magma são bandas singulares. Gong mais tradicional, tendo em suas influências o rock progressivo mais tradicional e o space rock. Magma por sua vez é uma banda que canta em uma língua própria criada pelo baterista, o Kobaian. A maioria de seus discos tratam de um único conceito, a ascenção, queda e colonização de outros planetas pelo povo de Kobaia. Jean-Luc Ponty por sua vez apesar de ser um virtuoso músico de Jazz é ligado diretamente ao progressivo, sendo um dos maiores violinistas da música moderna.


Bom, existem outras grandes bandas de progressivo em diversos países. Entretanto tentei resumir ao máximo isso, caso contrário poderia ter um blog exclusivamente para tratar de grupos progressivos mundo a fora.

Continuamos no próximo capítulo meus amigos.