terça-feira, 7 de junho de 2011

Limbo Musical: Rock progressivo - Capítulo III

Limbo Musical: Rock progressivo - Capítulo III Os anos dourados do rock progressivo

Não dá pra afirmar com certeza qual foi o ano, a banda, o disco, ou a música que deram o pontapé incial ao rock progressivo, quanto mais definir qual banda moldou o estilo que conhecemos hoje. Além do que o rock progressivo engloba um número enorme de sub-estilos, o rock sinfônico, o folk progressivo/folk rock, o hard rock progressivo, o neo-progressivo, o krautrock, a cena de canterbury, o r.i.o. (rock in opposition), a cena italiana da década de setenta, etc.
Tudo isso dificulta e muito analisarmos de modo linear o rock progressivo. Por isso irei me abster a mostrar o apogeu desse rico mundo musical.

Todos sabem que a banda mais popular de rock progressivo é, e provavelmente sempre será, o Pink Floyd. Não só a mais popular, como a comercialmente mais bem sucedida. Em 1970 o Pink Floyd lançou "Atom Heart Mother", que viria a ser um marco na mudança de sonoridade da banda. Ainda havia psicodelia do Piper at the gates of dawn, e o experimentalismo do Ummagumma, entretanto a sonoridade era muito mais coesa, mais equilibrada e muito bem calculada. O fato de uma orquestra participar das gravações foi um fator importante para determinar uma sonoridade peculiar ao disco, diferente das coisas anteriores lançadas pelo Pink Floyd.

Seu disco mais bem sucedido foi "Dark side of the Moon", lançado após o progressivissimo "Meddle", que contém "Echoes", a suíte que iria caracterizar a sonoridade do Pink Floyd dali adiante. DSOTM marcou a banda por dois motivos, o já mencionado sucesso comercial, ficando por mais de 14 anos na Top 200 da billboards. O outro fator marcante desse disco é a simplificação do som do Pink Floyd. Não confundam "simplificação" com "Porquisse" ou "som mal feito" ou "Menos trabalhado". Quero dizer que não haviam aquelas suítes enormes de vinte minutos, entretanto havia uma continuidade da sonoridade da faixa Echoes, um som hipnótico, suave, melódico e sofisticado.

Enquanto o Pink Floyd fazia seu rock progressivo, também chamado de space rock por alguns, devido ao alto uso de sintetizadores e sonoridades "hipnóticas" (melhor termo que consegui achar para definir a sonoridade do Pink Floyd), aspectos semelhantes aos da banda Hawkwind, que essa sim, era chamada mais comumente de space rock, outras bandas davam enfâse a uma sonoridade mais complexa e abrangente.

Genesis e Yes ficaram sendo conhecidas como duas das mais pomposas bandas da Inglaterra.
A mistura de música clássica, jazz e elementos do rock pesado faziam essas bandas serem influências para 90% de todas as outras bandas de rock progressivo que vieram depois.

Os discos, "Tresspass", "Nursery Crime", "Foxtrot" e "Selling England By The Pound" do Genesis e "Fragile", "Close to the Edge", "Relayer" e "Tales from the Topographic Oceans" do Yes, são algumas das obras de rock progressivo mais marcantes e elaboradas da década de setenta feitas na Inglaterra. Músicas de mais de vinte minutos, orquestrações, arranjos complexos e letras ora filosóficas, ora instrospectivas, ora fantasiosas, faziam tudo soar grandioso e inusitado.

Esse estilo Pomposo e épico foi bem explorado por outras duas bandas.
Emerson Lake and Palmer (mega conjunto formado por Keith Emerson, do The Nice, Greg Lake do King Crimson e Carl Palmer do Atomic Rooster) e Triumvirat. Muitas vezes essas bandas são comparadas pela sonoridade parecida, muitos teclados e influência de jazz e música erudita.
Acontece o seguinte, ambas as bandas não possuem guitarrista (ao menos em 90% de suas músicas não há guitarras). Isso cria uma visão errada de que Triumvirat é uma cópia germânica de ELP. O fato é que as duas bandas abusam da complexidade sonora, assim como Genesis e Yes, contudo, elas se diferenciam por serem muitas vezes mais "pesadas" ou "agressivas" que as bandas como Yes e Genesis. Você não irá ouvir nenhum som realmente pesado, como uma banda de Thrash metal por exemplo, mas com certeza a sonoridade de ELP é mais rispida e "bruta" que a do Yes, no geral.

Existem outras bandas muito importantes para abordarmos, mas irei me conter e falar apenas de mais cinco. King Crimson, Gentle Giant, Van Der Graaf Generator, Camel e Jethro Tull.

King Crimson talvez foi a mais "louca" e "estranha" banda de rock progressivo jamais vista na Inglaterra.Formada e "liderada" pelo eximio guitarrista Robert Fripp e pelo baterista Michael Giles, King Crimson talvez tenha definido o que viria a ser rock progressivo definitivamente.
Seu primeiro disco "In the Court of the crimson King" foi um marco, a mudança de sonoridade do psicodelismo para o progressivo foi evidente. Uma sonoridade menos "viajada" e mais "épica", desculpem esses conceitos, mas é como eu consigo explicar melhor o que quero dizer.
Sem contar que ela foi uma das bandas que influenciaria diretamente a criação do Metal progressivo do fim dos anos oitenta, com seu disco "Larks Tongues in Aspic", com muitos riffs pesadissimos e variações instrumentais pertinentes ao metal progressivo.

O Van Der Graaf Generator é uma das bandas citadas aqui que eu menos conheço, mas contraditoriamente é uma das que mais ouvi. Conheço apenas os discos "Still Life", "The Least we can do is weave to each other" e "Pawn Hearts", e o que mais ouvi deles foi o "Pawn Hearts", que considero uma das melhores obras já lançadas no rock progressivo. Um disco obscuro, com sonoridade variada, cheio de pianos, instrumentos de sopro e guitarras, tanto "limpas", quanto "sujas". Não tem muito o que falar de Van Der Graaf Generator, assim como desse disco maravilhoso que é "Pawn Hearts". Ouçam e confiram. Destaque para a faixa de mais de vinte minutos "A Plague of Lighthouse keepers".

Gentle Giant por sua vez não era uma banda musicalmente tão agressiva quanto o King crimson, nem tão "louca" em suas experimentações, entretanto foi uma das mais sofisticadas e complexas bandas de rock progressivo. Usarei uma frase que li na revista superinteressante para definir o Gentle Giant (praticamente a mesma frase que eles usaram): O gentle giant muitas vezes se assemelha a uma banda de outro planeta tocando música de câmara. Os álbuns Octopus e Acquiring the taste sejam talvez os discos que mais definem o som da banda.

O Camel entretanto não tinha o experimentalismo excentrico do King Crimson, nem a pompa sofisticada do Gentle Giant. Contudo eles eram uma banda redonda. Talvez a mais redonda e harmoniosa banda de rock progressivo inglês. O trabalho instrumental melódico, porém com um nível de peso adequado ao rock progressivo, com riffs e solos de guitarra perfeitos, teclados criando um clima ótimo para a música e dosando os solos com as guitarras e uma cozinha sem ter o que botar defeito. Podemos dizer que o Camel é um resumo das bandas de rock progressivo, com qualidades diferenciais também, por exemplo, uma das únicas bandas que lançou um disco instrumental que conta uma história, Snowgoose. Esse disco mostra elementos de hard rock e jazz em suas estruturas, além do bom e velho rock progressivo tradicional, se é que podemos dizer isso! Contudo a única coisa que não brilha no Camel é são as vocalizações/vocais. Mas não é nada que estrague o som, eles são bons, entretanto outras bandas são melhores nessa área especifica. Gentle Giant por exemplo.
E não sei se o nome da banda foi inspirado no cigarro Camel, entretanto existe o álbum "Mirage" (considero um dos melhores deles) que tem a capa identica ao rótulo do cigarro, só que em forma de miragem.

O Jethro Tull por sua vez é uma banda que permaneceu singular e longe de comparações com qualquer outra. Talvez pelo fato do Jethro Tull ter sido uma banda folk, com influências de blues e jazz que virou rock progressivo. Essa transação se deu de maneira lenta durante os primeiros discos da banda, mudando abruptamente a partir de 1972.
Até 1971 o folk e o jazz eram os elementos principais do som do Jethro Tull. "Stand Up", "This was" e "Benefit" mostram claramente isso, uma evolução progressiva e lenta. "Aqualung" foi um disco que marcou algumas mudanças caracteristicas na banda. Mais mudanças de tempo nas músicas, mais misturas de instrumentos e músicas mais longas. Em 1972 o lançamento de "Thick as a Brick" foi uma mudança total na sonoridade e modo de composição do Jethro Tull. ao invés das habituais nove ou dez faixas, apenas uma faixa. Duas partes, cada uma com mais ou menos vinte minutos. Sem muitas passagens acústicas como nos álbuns anteriores e muitas mudanças de tempo e variações ritimicas no disco.
Jethro Tull foi uma das bandas que mais se diferenciou nessa época e mesmo nesses álbuns mais progressivos, como "Thick as a brick", "Ministrel in the Gallery" ou "A Passion Play", mostraram-se originais e fieís a suas raízes folk.

Dezenas de bandas surgiram em outros países além da Inglaterra. As cenas mais ricas são com certeza as da Alemanha e Itália. Mas também podemos destacar Japão, EUA, Brasil e Canadá como expoentes do rock progressivo. Só que eu deixarei para o próximo capítulo dessa saga progressiva.

Ainda temos muito o que ver... e olha que eu estou sendo superficial...

Tópicos que ainda vou explorar:

- Progressivo fora da Inglaterra
- Metal Progressivo e Neo-Progressivo
- R.I.O., Cantebury, Krautrock e outras cenas diferentes
- Conceito e definições de rock progressivo
- Bandas que não são de rock progressivo, mas que fazem rock progressivo

Existem outras coisas a ser abordadas.

Limbo Musical: Rock progressivo

Rock Progressivo - Capítulo II: Da psicodélica ao período clássico.

Depois que bandas como The Beatles, The Who e Rolling Stones, começaram a fazer experimentos musicais, seja com instrumentos indianos, instrumentos de sopro e outros diferenciados do rock and roll, colagens musicais, efeitos inusitados, inversão musical (os famosos "backmasking", que muitas vezes continham até mesmo mensagens subliminares), entre outros elementos estranhos ao rock mais clássico, a musicalidade mudou. Não bastava apenas fazer música por diversão. Era tudo cultura, ou contra-cultura, dependendo do ponto de vista.

Durante essa época surgiram várias bandas que romperam com a estética padrão da arte.
Os nomes mais destacados desse período, que ficou conhecido como psicodelismo, foram The Doors, Velvet Underground, Pink Floyd, Jefferson Airplane, Ten Years After, os próprios Beatles entre outros. Numa época em que o "flower power" (a moda hippie e toda a cultura de paz e amor) estava em alta, um som "viajado", com letras ácidas, filosóficas, abstratas e instrumentais que iam do blues ao experimental, mostrando forte influência de drogas alucinógenas, como lsd, era uma forma de tentar expandir a mente dos músicos.

Essas bandas ainda não praticavam o rock progressivo como o definimos hoje, entretanto para tudo existe um princípio, e esse período de rock psicodélico, também muitas vezes chamado de proto-prog, é o cerne do que viria a ser o derradeiro rock progressivo da década de setenta.

Fica difícil definir quando o rock progressivo passou a ser progressivo por definição, assim como é difícil identificar qual foi o disco ou banda que originou o heavy metal, ou qual foi o primeiro disco de rock progressivo, como já foi abordado aqui no blog. O que acontece são divergências de opiniões e diferentes conceitos sobre o que é música progressiva. Entretanto, há esse período de transição do psicodélico para o progressivo, e a banda que mais se destaca foi o Pink Floyd. Justamente por ser a banda mais popular de prog rock de todos os tempos, será usada como modelo para muitas idéias a partir de agora.

Vejam só, o primeiro disco do P.Floyd, "The Piper at the gates of dawn", lançado em 1967, quase juntinho com o superestimado "Sgt.Peppers" do The Beatles, e com o subestimado "Days of a future past" do Moody Blues.
Psicodelia pura. Nem dá pra dizer que esse disco do Pink Floyd é rock progressivo (principalmente se comparado a sonoridade adotada pela banda alguns anos depois). Mas de qualquer maneira é um disco de rock progressivo. Psicodélico sim, progressivo, possivelmente. Acontece que na época, Syd Barrett, vocal e guitarra, era o principal compositor e "líder" da banda. Sua personalidade singular e seu alto uso de alucinógenos, influenciava diretamente a banda. Quando ele largou o grupo e David Gilmour assumiu seu papel, o grupo redirecionou sua sonoridade progressivamente, mudando suas estruturas musicais diretamente para Gilmour e Roger Waters (vocal e baixo).

Mas será que foi apenas a mudança de guitarrista que mudou o direcionamento musical da banda? Provavelmente foi um fator marcante, porém existem outras questões, como introsamento dos músicos, novas formas de pensar, novas influências, novo cenário musical, enfim.

Outra banda que teve papel importante nesse período transitório é o The Nice.
Uma banda que não teve tanto destaque quanto outras, mas que revelaria um dos maiores nomes do rock progressivo, Keith Emerson, que alguns anos depois fundaria o mega grupo, Emerson Lake and Palmer.
The Nice foi um grupo britânico que fez a transição do piscodelismo proto-prog para o rock progressivo de modo natural e perfeito.

Enfim, esse capítulo poderia até render mais algumas linhas, entretanto irei me abster por enquanto, guardando mais informações para o terceiro capítulo.

Próximo capítulo: Rock progressivo: Capítulo III: Os anos dourados do rock progressivo

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Osama Bin Laden, Barack Obama, Estados Unidos da América e toda a verdade (ou não) sobre a CONSPIRAÇÃO! (ou não)





Barack Obama, Bin Laden e a guerra ao terror: Um questionamento válido


Olá meus amigos, o mundo está em polvorosa com a notícia da morte do terrorista Osama Bin Laden. Venho com este artigo tentar levantar alguns pontos sobre Osama Bin Laden, Barack Obama, a guerra ao terror, hipocrisia e a história norte-americana.
Em primeiro lugar, gostaria de deixar claro que o que vou postar é apenas um monte de informações coletadas na internet, questionamentos meus, de outros, pensamentos e criticas etc... Nada que tenha valor didático ou educacional, nada para se calcar em estudos. Apenas um assunto interessante que resolvi comentar.


Bom, domingo dia 01 de maio, dia do trabalho... Feriado em pleno domingão, ninguém merece, certo? Então, ai que me deparo com uma notícia. O terrorista temido por todos, o bicho papão dos EUA, o carrasco do onze de setembro, Osama Bin Laden, está morto!

Bom, segundo as fontes oficiais norte-americanas, ele foi morto em combate, durante uma ação das tropas dos Estados Unidos da América, levou dois tiros, um na cabeça, outro no peito. Seu corpo? Foi jogado no mar. Fotos de seu corpo? Uma veio a tona em uma rede de tv paquistanesa. Falsa, segundo o jornal inglês “The Guardian”. Uma foto dele de 1998, “fotoshopizada” com uma foto de algum caboclo morto. O link dessa matéria é esse:

http://www.midiamax.com/Mundo/noticias/751698-imagem+bin+laden+morto+uma+farsa+revela+jornal+ingles.html

E existe outro fato interessante. Os EUA enfrentam sua pior crise econômica desde a quebra da bolsa de 29. Barack Obama não estava tão popular e parecia que não era tudo aquilo que todos esperaram. Veio bem a calhar essa notícia do mais procurado criminoso internacional. Barack agora voltou a ter uma popularidade muito grande.
Bom, não achem que estou tendo ideias conspiratórias sobre esse assunto.
Hmm... Quem sabe, pode ser. Achei um site, com um artigo interessante...

http://www.inacreditavel.com.br/novo/mostrar_artigo.asp?id=517

O site contém um artigo bem escrito e com informações interessantes, dizendo que Osama Bin Laden morreu há muito tempo, há quase 10 anos. Não vou dissertar e colocar várias evidências, tecer uma tese, e tudo mais, pois esse nem é meu objetivo. Apenas estou indicando essa leitura que é muito válida.


Enfim... Por que duvidar dos EUA? A nação mais poderosa e soberana de todo o mundo?
E pergunto, por que acreditar? Barack Obama está no poder, seu mandato está quase acabando, o cara ganhou um Nobel da paz, sendo que ele continuou com a ocupação no oriente médio, além de mandar reforços. Não sou contra o Obama, simpatizo muito mais com ele do que com o orelhudo do George Bush, filhinho do George Bush papai.
Porém, temos que entender, essa notícia veio em boa hora. Com a crise econômica, a popularidade em baixa, sendo a morte do Bin Laden parte da única promessa de campanha que o Barack conseguiu cumprir.

E só por isso o cara sai como herói. Bom, tudo bem, Bin Laden foi um homem cruel, fanático e alucinado em suas ideias. Trouxe milhares de mortes lá nos EUA. (Um adendo, no último link que postei nesse artigo, há o questionamento sobre Osama Bin Laden não ter nada a ver com o atentado as torres gêmeas, mas eu estou apenas tomando parte da maioria que acredita que ele foi o responsável, apenas para não desviar o foco)
Agora... E os próprios Estados Unidos da América? Defensores da liberdade, igualdade, fraternidade, ideais herdados da revolução francesa. Eles sim são os grandes carrascos, calhordas e ditadores do século XX.

Primeiro, lucrando rios de dinheiro em vendas de armamentos e suprimentos na primeira guerra mundial. Repetiriam isso na segunda guerra. Desenvolvimento da bomba nuclear, que aniquilaria duas cidades japonesas, Hiroshima e Nagasaki, matando milhares de inocentes civis. Pessoas que nada tiveram a ver com os ataques a Pearl Harbor. A guerra do Vietnã, ataques com bombas napalm, desfolhando florestas, deformando soldados, civis, crianças...
Sem contar qualquer outra guerra ou conflito que os EUA tenham se envolvido.
Hitler foi maligno, Stalin foi cruel, Mussolini foi terrível. Bush, Roosevelt, Reagan e Cia foram MONSTROS...

Mas enfim, cada um com seus heróis. Eu sou mais os japoneses mesmo. Ultraseven venha nos ajudar, por favor! Ou até mesmo os latinos. E agora? Quem poderá me defender? EUUU! O CHAPOLIN COLORADO!

Enfim... Sem mais delongas, decurtas e devaneios, quero deixar vocês com a pulga atrás da orelha. Bin Laden morreu ou não morreu. Se ele morreu, Barack Obama virou o melhor presidente de toda a história dos EUA? Se ele vive, Barack vai ser considerado uma farsa como presidente? O que acham? Vamos polemizar.

Só espero que o Schawznegger não me decepcione quando for eleito presidente!




HASTA LA VISTA! BABY!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Cursus de sapientia philosophiae buteco: Pseudismos, Modismos e Frescuras


ATENÇÃO: Não costumo usar linguagem ofensiva e palavrões. Entretanto, como a internet é um meio livre e não estarei citando nomes de pessoas físicas ou jurídicas, vou usar muitos palavrões nesse post. Recomendo que tirem as crianças da frente do computador e que tire os mais idosos também. Pronto? Já tirou todo mundo? Então leia essa merda antes que você se arrependa.

Quem me conhece sabe que sou uma pessoa que odeia, e ODEIO mesmo, uma coisinha chamada frescura. Outra coisa que odeio são as modinhas e os "pseudos" qualquer coisa.
Bom, como já devem estar imaginando vim aqui na seção do curso de sabedoria filosófica de buteco falar sobre algumas das coisas que eu mais desgosto:

FRESCURA
MODINHAS
"PSEUDISMOS"

FRESCURA

Em primeiro lugar vamos falar de frescura, bem conhecido popularmente, e vulgarmente, como o famoso "cu doce", ou até mesmo, homofobicamente conhecida como "viadagé" ou "viadagem".
Quando uso qualquer um desses termos não estou fazendo referências as tendências ou opções sexuais de outra pessoa. Tão pouco estou tendo comportamento homofóbico e criticando escolhas pessoais. Utilizo esses termos para designar comportamentos eufóricos ou demasiados ridículos para uma situação simples de resolução pragmática.
Por exemplo:

Quando você comprimenta uma pessoa ela faz cara de nojo? Estou cagado? Com o perdão da palavra. Ou então quando essa pessoa esnoba você ao invés de simplesmente dizer "Bom dia". Sim, a "esnobisse" é outra forma de viadagem, frescura, cu doce, etc.
Podemos também visualizar a imagem daquela pessoa que nunca passou qualquer tipo de necessidade, aperto ou dificuldade material, ou então que sempre teve grana, e que de repente se ve submetida a ter que andar de ônibus ou fazer compras no centro da cidade, ao invés de andar de carro com ar condicionado ou fazer todo e qualquer tipo de compra no shopping center.
Tudo bem que essa pessoa possuia um alto padrão de vida e não é fácil se adaptar a novos desafios. Mas por favor! Pega a merda do ônibus e vai na porra da cidade, sem ficar abrindo a bosta da matraca pra reclamar, senão eu pego a buceta da minha mão e enfio no pé da suas "zoreia".

Existem muitas outras formas de frescura que nem sei compensa citar, tudo isso somente irá aumentar meu nível de raiva contra a raça sub-humana.

Modismos

Modismos, mais vulgarmente conhecidos como modinhas, são as tendências populares de uma época. Desde que eu me conheço por gente já vi dezenas e mesmo eu sendo esse poço de sabedoria e cultura... hmmm, quero dizer, mesmo eu sendo uma pessoa de bom senso e relativamente culta, se comparado a maioria da população brasileira, já fui vitíma, ou melhor, já fiz parte de algumas modinhas.

Mas o que me irrita é modismo por modismo. Eu já tive tamagochi, já joguei tazo e já assisti pokemon. Eu era criança, tudo bem que as vezes quando passa pokemon eu ainda assisto, mas isso não vem ao caso. O que importa é o fato de que muitas pessoas embarcam na moda por vontade do meio e não delas mesmas.

Ai alguém me pergunta:

Ei Vaco! Mas você está dizendo que as pessoas não tem livre-arbítrio? Que elas não podem decidir por si mesmas? Que a vont...

CALADO!

Bom, eu quero dizer várias coisas, mas deixe eu explicar melhor o que é que eu penso a respeito disso, sem desrespeitar a inteligência, ou falta, de ninguém e sem passar por cima de alguma teoria da comunicação.

O ser humano é um ser vivo, racional, com telecefalo altamente desenvolvido e polegar opositor.
(Aproveito o ensejo e peço que assistam o documentário Ilha das Flores, do qual tirei a frase acima, uma visão muito interessante sobre o ser humano e seu comportamento, agora voltando ao assunto...)Temos a capacidade de observar, entender, ponderar, comprovar, estudar, criar, vivenciar, deduzir, induzir, modificar, entre outras, que aliadas ao livre arbítrio comandam nossas escolhas e decisões do dia a dia.
Entretanto a maioria das pessoas parece simplesmente aceitar aquilo que nos é empurrado por todos os lados. Sem antes questionar o valor daquilo.
Lógico, tem gente que gosta de funk carioca, música eletrônica, braceletes coloridos, pantene e revistas de fofoca porque gosta e sabe que gosta daquilo por algum motivo que só ela e Deus sabem e eu não faço questão nem de imaginar. Entretanto é uma minoria infima.

Imagino eu... o que gera esse tipo de situação?
Hmmm... Pobreza? Formação cultural? Criação dos pais? Escola? Política? A televisão?

É teórico e é relativo... Então não cabe a mim decidir. Estou apenas, como diria o grande Mussum, Potrestando! Eu só potrestis! Eu só potrestis!
E agora meus amigos...agora vem o pior!

PSEUDISMOS!

Não confundir com pseudônimos. Pseudismos é um neologismo que vou usar para me referir aquelas pessoas que fingem ser algo ou que imaginam ser algo e não são.
A pior espécie de pseudistas, seriam os pseudo-intelectuais e os pseudo-engajados.


Mas o que é o pseudista? Como identificá-lo?
Pseudointelectuais, pseudo engajados, pseudo eruditos, pseudo poetas, pseudo qualquer raio que seja são geralmente oriundos da classe média. Tem gostos ao mesmo tempo estranhos mas com base bem popular. Não se aprofundam em nada e adoram frases de efeito, jargões e pensamentos prontos. Citam escritores, pensadores, filosofos, músicos e celebridades sem pestanejar. Adoram apontar o óbvio e como Nietzsche afirmaria: "Quem sabe que é profundo busca a clareza. Quem deseja parecer profundo para a multidão procura ser obscuro porque a multidão toma por profundo aquilo cujo o fundo não vê, ela é medrosa... exita em entrar na água"

O mais engraçado é que Niezstche é uma das leituras favoritas dos pseudistas, muito embora a maioria nem tenha lido Niezstche. Alguns podem até ter lido "Quando Niezstche chorou" e acreditar que aquilo é uma obra dele e pior, uma obra não-fictícia.

Enfim. Virou modismo ser pseudo alguma coisa.
Citar Niezstche, falar enfadonhamente sobre um assunto sem propósito de esclarecer ou defender um ponto de vista, apenas por se mostrar prolífico, quando na verdade está sendo infrutífero. Tudo isso e muito mais virou coisa de gente oca, gente vazia e que não tem mais o que fazer senão falar abobrinhas.

Merda por merda, prefiro ouvir as minhas.

E mesmo com toda a superficialidade com que tratei esses assuntos, ainda asim me considero um vingador contra esse tipo de gente mediocre.

Sem mais delongas, com mais decurtas, fica aqui um protesto pacífico de um cabra muito homi que não aceita a idiotice presunçosa da atual juventude. Sim, idiotice presunçosa, pois existe a boa idiotice, que é a que eu tento divulgar todos os dias. A idiotice do bem estar de ser uma pessoa espontânea e sem complexos fúteis.


PEIDO DO GORDO! UOOOOU!

terça-feira, 26 de abril de 2011

Limbo Musical: Rock Progressivo - EDIÇÃO EXTRA ORDINÁRIA

Frank Zappa e as mães da invenção: Psicodelia, progressivo e abstrações concretas


Estou interrompendo momentaneamente minha saga especial sobre o rock progressivo para apresentar, creio que esse senhor que irei comentar dispensa apresentações, mas enfim, e comentar um pouco sobre essa figura tão carismática e genial que foi Frank Vincent Zappa, ou mais normalmente, Frank Zappa.
Seria impossível e até mesmo injusto, falar de rock progressivo e esquecer desse que foi um dos maiores contribuíres do gênero Embora nem sempre se ligue o nome Frank Zappa ao rock progressivo, é inegável sua importância para o estilo. O fato de Zappa não mostrar uma definida linha musical talvez seja o culpado dele não ser ligado ao rock progressivo tão fortemente quanto bandas como Pink Floyd, Genesis ou Yes, mas não podemos negar que o homem foi um dos mais inventivos e excêntricos músicos de sua geração, e por que não dizer de todos os tempos.

As influências de Zappa são impares e definiram sua formação musical. Do Rythm and Blues da década de cinqüenta até a música de vanguarda e erudita, Zappa mesclou tudo isso ao rock pesado, ao blues e ao jazz, transformando qualquer forma de som criado pelo homem (ou por alienigenas, máquinas, animais, minerais, vegetais, etc.) em forma musical.

Durante sua adolescência e começo da idade adulta ele foi parte de várias bandas, tocando bateria, guitarra e cantando. Chegou a se apresentar em um programa de auditório no qual tocava música com uma bicicleta. Entretanto sua fama começaria apenas com o grupo Mothers of Invention. Em 1966, em pleno auge da Beatlemania, Frank Zappa and the Mothers of Invention, lança o disco "Freak Out", já mostrando que não veio para brincadeiras. Psicodélico, inovador, roqueiro e desprentecioso. Agora os fãs de Beatles que me perdoem, mas Frank Zappa em apenas um disco resumiu tudo que os Beatles até então tinham feito e fariam até o Sgt. Peppers, lógico que com Frank Zappa no comando tudo foi além, e "Freak Out" se tornou um disco "cult" e ao contrário do rock "bobo" da época, possuia canções de alto nível estrutural e muito originais. Tanto que Zappa teve que "ler" as canções para os músicos poderem gravar, coisa que para um álbum de rock and roll era quase impensável.

Em 1968, ano seguinte ao lançamento do Sgt. Pepper Lonely Hearts Club Band, dos Beatles, Frank Zappa and the Mothers of Invention lança o disco, "We're only in for the money", com uma capa satarizando o "Sgt.Peppers", que inclusive foi censurada a pedido, do ainda não, Sir Paul McCartney. O disco era um verdadeiro esculhacho sonora. No bom sentido. Com canções muito complexas, arranjos vanguardistas e algumas das passagens musicais mais interessantes de toda a década de sessenta. Lógico, os Beatles não foram os únicos provocados, toda a contra-cultura hippie e a geração "flower power" foi criticada e satirizada. Valendo lembrar para os desinformados, que Zappa era contra o uso de drogas, dizendo que elas afetavam sua criatividade e classificava seus usuários como "babacas em ação". Penso eu que uma critica dessa tem a ver com toda a contradição da cultura hippie, que pretendo abordar em outro texto.

Na década de setenta o Mothers of Invention se dissolveria e Zappa seguiria carreira solo, tendo disco ou outro sido gravado com ajuda de novas formações do Mothers of Invention.
A questão é que Zappa mudou radicalmente o conceito de musicalidade. Ele não queria agradar, não queria soar melódico ou harmonioso. Não tinha interesse algum em vender 100 milhões de discos ou zero. Não queria ser um membro da contra-cultura, muito menos um membro da cultura popular. Ele queria fazer música diferente e atemporal, e conseguiu.


Eu poderia traçar linhas e linhas de informações sobre Frank Zappa. Poderia dedicar uma saga única e exclusiva aqui para esse nosso amigo fenomenal. Mas vou apenas terminar essa seção com algumas coisas interessantes. Irei fazer um breve comentário sobre meus discos favoritos do Zappa.
Colocarei também videos de algumas canções emblemáticas do grande Zappa. E algumas frases marcantes que o mestre proferiu.


Bom, até o próximo Capítulo da Seção Limbo Musical, na qual vamos continuar a saga do rock progressivo!

Frank Zappa, Discos favoritos do VACO:
1966 - Freak Out


Disco que revolucionou a música. Até então, provavelmente, o disco mais complexo e interessante de rock. Anos luz a frente de "Revolver" ou "A Quick One". Um dos primeiros discos conceituais e duplos da história do rock.
1968 - We're only in it for the Money


Disco que, supostamente, teve sua capa censurada a pedido de Paul McCartney, pois satirizava a capa do clássico Sgt.Peppers dos Beatles e toda a cultura hippie, flower-power. Musicalmente é um disco que mistura rock and roll com elementos de música vanguardista, R'n'B dos anos cinquenta, surf music, doo-woop e experimentos sonoros. Algumas das passagens mais interessantes da música da década se sessenta se encontram nesse disco.

1970 - Hot Rats

Primeiro disco de Zappa sem os Mothers of Invention e possivelmente o primeiro disco comercializado a ser gravado em seis canais (até então o costume era gravar em quatro).
Quase inteiro instrumental, o disco é menos experimentalista que outros e mais progressivo. Mostrando em clássicos como "Peachs en regallia" que Zappa era um dos maiores nomes da música.

1970 - Chunga's Revenge


Uma abordagem próxima ao Hot Rats. Entretanto com mais enfase em guitarras pesadas. Algumas músicas como Transylvania Boogie e Road Ladies mostram um lado bem roqueiro de Zappa.

1973 - Over Night Sensation


Outro disco de Zappa que se remete demais ao Rock progressivo.
Muitos fãs dizem que é um álbum controverso, pois se comparado aos anteriores é muito mais acessível, musicalmente falando. Na minha opinião, apesar de elementos mais simples, menos colagens e experimentos musicais, Over Night sensation é um dos melhores discos de Zappa, com alguns de seus maiores clássicos, como Camarillo Brillo, I'm the slime e Zomby Woof.

1974 - Apostrophe (')
Apostrophe (') é um disco que embalou no sucesso de ONS. Tornou-se o maior sucesso comercial de Frank Zappa nos EUA. Mesmo assim é um disco experimentalmente mais rico que ONS. Com músicas complexas e diferentes, com letras, ainda, mais bizarras e obscuras.

1979 - Sheik Yerbouti


O disco de maior vendagem de Zappa, com mais de dois milhões de cópias no mundo todo. Músicas menores, mas não menos sofisticadas. O ponto forte do disco é o humor, ainda mais forte, mais satirico e mais presente.

1979 - Joe's Garage - Acts I, II and III

Opera Rock lançada por Frank Zappa. Indiscutivelmente um dos mais complexos e mirabolantes trabalhos lançados pelo mestre. A história de Joe, um jovem que se aventura pelo mundo da música com sua banda e descobre a podridão da política e da humanidade. Meu disco favorito do Zappa.

1983 - The Man From Utopia


Segundo disco do Frank Zappa com Steve Vai na guitarra. Um disco um tanto quanto diferente, menos conceitual, embora o nome possa sugerir o contrário, que o restante de sua obra. Musicalmente falando existem diversas influências, desde suas raízes no R'n'B e Doo-Woop, música mais vanguardista e rock mesclado ao blues e jazz.

Algumas frases emblemáticas:

"A mente é como um pára-quedas. Só funciona se abrí-lo."

"Droga não é o mal. A droga é um composto químico. O problema começa quando pessoas tomam drogas como se fosse uma licença para poderem agir como babacas."

"Conduzir uma orquestra é abanar as mãos ou um pedaço de pau, criando desenhos no ar, onde são interpretados como mensagens musicais por gente de fraque, que preferiria estar pescando."

"Sem música para decorar, tempo é só a monotonia de prazos de entregas e contas à pagar."

"Sem um desvio do normal, progresso é impossível."

"Se você quer trepar, vá à faculdade. Mas se você quer aprender alguma coisa, vá à biblioteca."

"Se você acabar com uma vida tediosa e miserável porque você ouviu seus país, seus professores, seu padre ou alguma pessoa na televisão, dizendo para você como conduzir a sua vida, então a culpa é só sua e você merece."

"Meu conselho para quem quer ter uma criança sadia e feliz é mante-la o mais longe possível de uma igreja. Crianças são ingênuas e confiam em todo mundo. Escola já é ruim mas se levá-la para a igreja, então está querendo mesmo problemas."

"Estupidez até pode ter um certo charme. Ignorância não."

"Alguns cientistas acreditam que hidrogênio, por ser tão abundante, é o elemento básico do universo. Eu questiono este pensamento. Existe mais estupidez do que hidrogênio. Estupidez é o elemento básico do universo."

"Existe mais canções de amor do que qualquer outro tipo. Se canções influenciasse as pessoas, amaríamos uns aos outros."

"Pessoas consomem produtos via respiratória para poderem diminuir seu nível intelectual e assim poderem se sentir parte da turma. Afinal, ninguém gosta de andar com quem é mais inteligente do que você. Isto não é divertido."

Vídeos:

Why does it hurt when i pee?

Joe's Garage

Bobby Brown

Zomby Woof

King Kong





terça-feira, 19 de abril de 2011

Cursus de sapientia philosophiae buteco


Essa é uma nova coluna. Ela tem o objetivo de extravasar algumas idéias absurdas, filosofias baratas, pensamentos estranhos e tudo mais que se eu declarasse publicamente, o que no caso estou fazendo aqui, seria considerado digno de internamento em alguma clinica psiquiátrica.

Para príncipe de condessa, como diria nosso grande amigo “El Chavo Del Ocho”. Não quero que ninguém pense que o que escreverei aqui é para ofender, causar polêmica, ser sério ou criar alguma espécie de nação zumbi. Não, sou apenas alguém que em seu tempo livre gosta de ser diferente e pensa de maneira... Não ortodoxa.

Bom... Como nenhum assunto vem a minha mente, vou tentar traçar um pensamento sobre isso. É! Um pensamento sobre como às vezes ficamos sem assunto.
Parece ótimo, ao menos para o intuito da seção. Parece absurdo, idiota, sem o mínimo propósito de porque vou escrever esse monte de idiotices. Mas enfim, se uma ou duas pessoas lerem já estarei feliz.

Alguma vez você já passou por uma situação do tipo:
Está sentado conversando com alguém, geralmente alguém que você conheceu naquele momento, ou não conhece muito bem e de repente não há mais assunto.

Duvido que isso nunca tenha ocorrido. Mas por que será que isso ocorre?

Será que somos nós que perdemos o fio da meada, acabou o assunto, não temos mais condições de estabelecer uma plena conversação pelo fato de não termos muito em comum com a pessoa? Vergonha? Medo? Ou será que a outra pessoa que é uma completa idiota, ou esnobe e não gosta de conversar com gente... Como a gente?

Enfim. Não dá pra saber. Sim, qualquer tentativa de solucionar esse mistério que atormenta a humanidade há milênios... Bom, para mim é um mistério que atormenta, não sei quanto aos outros bilhões de seres humanos, mas enfim... Será infrutífera, inútil e provavelmente superficial. Então vamos desistir? Parar por aqui essa inutilidade e cessar essa perda de tempo?

Ou não? Ou será que estamos equivocados ao desistir simplesmente porque algo parece que não está dando certo?

Enfim. Creio que os dois pensamentos são corretos.

Certas coisas são infrutíferas, imbecis, idiotas e deveriam ser abandonadas assim que possível. Outras têm que ser persistidas, até o fim, sem reclamações.
Isso faz do homem o que ele é.
Um monte de merda ou um gênio incontrolável.

Limbo Musical: Rock Progressivo



Limbo Musical: Rock progressivo

Introdução:

O rock progressivo é um estilo musical dos mais complexos, dos menos divertidos para aqueles que não gostam de pensar e nem sempre é feito com o intuito de simplesmente "agradar gostos musicais". Essa saga, ainda de quantidade de capítulos indefinidos, visa explorar um pouco sobre o universo desse estilo tão rico e complexo, amado por alguns, odiado por muitos, ignorado por milhares e esquecido por outros. Viso também, ao fim dessa saga, mostrar que o estilo não morreu e existem bandas travando verdadeiras guerras fonográficas para manter o estilo vivo, seja no mainstrem, seja no underground. Resolvi dividir em alguns capitulos, e dessa vez vamos falar sobre as origens do rock progressivo.

Capítulo I: Os primórdios

Meado dos anos sessenta. O Rock já completava uma década e os principais expoentes eram The Beatles, Rolling Stones e The Who. Além de outras muitas bandas que faziam o eixo musical, Estados Unidos e Inglaterra. Durante esse período a cultura, política e sociedade assistiriam transformações diversas. A guerra fria, a corrida bélica e nuclear, a geração x vigando, os novos costumes, a revolução sexual, os direitos dos negros e das minorias, entre outros acontecimentos. Tudo isso marcou profundamente a sociedade e mudou o modo de como as bandas encaravam a realidade. Não bastava fazer apenas as velhas canções de rock and roll, com os mesmos poucos acordes e com as letras sobre diversão e amor. E para dar o primeiro passo em direção a novos rumos os Beatles começaram a mostrar experimentações nos discos Rubber Soul e Revolver, respectivamente de 1965 e 1966. Rolling Stones e The Who começaram a mostrar suas facetas mais ousadas também em 1966, respectivamente com “Aftermath” e “A quick one”. Nada disso superaria o que três discos lançados em 1967 representam. The Beatles e, até então, duas desconhecidas bandas, lançariam as bases para o que viria ser conhecido como Rock Progressivo nas décadas subseqüentes.

“Sgt.Peppers Lonely Hearts Club Band” do The Beatles. “The Piper at the gates of Dawn” do Pink Floyd. “Days of a Future Past” do The Moody Blues.


O primeiro é considerado a obra mestra dos Beatles. Discordo dessa idéia de tantos fãs. Abbey Road é o que considero o ápice da criatividade e musicalidade dos Beatles, seguido pelo álbum branco e pelo Let it Be. Depois o Sgt.Peppers, contudo isso é um tanto quanto questionável e subjetivo. O assunto também é outro. O fato é que Sgt.Peppers trouxe uma nova musicalidade e abriu o conceito de “álbum conceitual”. Embora muitos digam que um álbum para ser conceitual precisa girar em torno de um conceito, ou temática, apresentando uma história ou uma relação de fatos, e o sgt.peppers não apresenta necessariamente isso, é visível que ele foi criado, a principio, para contar uma pequena história narrada pelos The Beatles. Eles apresentam o Sargento Pimenta e sua banda do clube dos corações solitários, logo em seguida emendando a música que apresenta Billy Sheers (segundo boatos... falsos... o sósia que teria substituído Paul MacCartney depois de seu falecimento em um acidente. Besteiras a parte...). O Resto do álbum não tem conexão lírica ou temática, entretanto formam uma bela obra, que inclusive, foi um dos primeiros discos de rock a contar com uma orquestra em sua gravação. Reza a lenda que no mesmo dia que gravavam Sgt.Peppers, no estúdio da Abbey Road, lá estavam eles, Pink Floyd, gravando seu primeiro disco, o intitulado “The Piper at the Gates of Dawn”.

O disco é psicodélico do inicio ao fim, com longas músicas e arranjos mais complexos. Foi praticamente o único disco a contar com o vocalista e guitarrista, Syd Barret. Pouco tempo depois o carinha deu um sumiço, voltou, lançou dois discos solos e desapareceu. Chamaram David Gilmour pra substituí-lo. Syd só daria as caras anos depois durante a gravação de um álbum que era em sua homenagem. E, diga-se de passagem, o cara teria detestado a música que Roger Waters e Cia fizeram pra ele. O caso é que Sid sofria de esquizofrenia. Não sei informar se foi o consumo irrestrito de drogas alucinógenas, se ele tinha outros tipos de problemas, ou o que. Contudo ele era um grande músico e deixou um belo legado de sua música. E para finalizar essa primeira parte, que tal um breve comentário sobre o disco “Days of a Future Past” do The Moody Blues. Lançado no mesmo ano que os dois discos que comentei anteriormente, ele teve aspectos semelhantes e diferentes.

Podemos chamar esse disco de conceitual em toda sua estrutura, ao contrário do Sgt.Peppers ou do The Piper. Inicialmente o Moody Blues queria fazer uma versão rock da Sinfônia do Novo Mundo, do compositor Checo, Dvorak. Entretanto a idéia foi abandonada. O conceito final é sobre como nasce e acaba o período de um dia. As canções bem intrincadas e com uma sonoridade especial fazem desse disco uma obra de arte. Assim como Sgt.Peppers esse disco teve a participação de uma orquestra, entretanto, na minha opinião, mesclou a música erudita de maneira mais eficaz que os Beatles. Não usando apenas arranjos, mas fazendo canções inteiras com a orquestra e mostrando passagens belíssimas que viriam até a se tornar elementos decorrentes, e muitas vezes clichês, no rock progressivo.

Enfim... O rock progressivo é um estilo rico demais para tentar explicar em apenas um post.
Não pretendo fazer aqui uma enciclopédia sobre o assunto, tão pouco escrever um livro. Mas quero tentar trazer o assunto à tona, expor meus pontos de vista e também trazer alguma leitura diferenciada para quem à procura.

Próximo capítulo de Limbo Musical:

Rock Progressivo - Capítulo II: Da psicodélica ao período clássico.

Exemplo de algumas canções dos discos citados, clique no link pra ver o vídeo:

The Beatles - A Day in The Life

The Moody Blues - Nights in White Setim

Pink Floyd - Interstellar Overdrive